Sem Segredo: ouvintes acreditam que tem solução para a falta de moradia em Passo Fundo
A cidade de Passo Fundo possui, atualmente, mais de 70 ocupações habitacionais entre áreas públicas e privadas. Estima-se que só na área conhecida como beira-trilho, em torno da Ferrovia desativada, um dos maiores conflitos fundiários urbanos da cidade, residam mais de mil famílias. Segundo a prefeitura, no início do ano de 2019 quatro mil pessoas estavam inscritas na Secretaria Municipal de Habitação para receber imóvel por meio dos programas habitacionais do Governo Federal.
Por estes motivos o Sem Segredo perguntou: você acha que existe solução para falta de moradia em Passo Fundo? Participaram do programa o secretário municipal de Habitação, Paulo Caletti, e o conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Leandro Scalabrin. No site da Rádio Uirapuru, 80% dos ouvintes responderam que a falta de moradia em Passo Fundo tem solução e 20% que não. Participando do programa Sem Segredo, os ouvintes fizeram algumas críticas quanto ao assunto.
Confira o que falaram os ouvintes:
O secretário municipal de Habitação, Paulo Caletti, disse que o poder público não avaliza e não incentiva as ocupações habitacionais, porém, uma vez estabelecido o problema, não é possível privar as famílias de ter água e luz. Ainda segundo Caletti, não é possível retirar as famílias do local enquanto não tiverem outro lugar para realocar. O secretário destacou que o Governo Federal precisa investir em habitação popular, já que as prefeituras estão sem recursos para comprar áreas e construir casas, além disso, precisam garantir saúde, educação e a folha de pagamento dos servidores municipais.
Confira a entrevista com o secretário municipal de Habitação, Paulo Caletti:
O membro do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Leandro Scalabrin, destacou que a maior parte dos recursos do programa “Minha casa, minha vida” foram destinados a pessoas que estavam nas faixas mais elevadas de recursos, não atendendo aqueles que mais precisam, além disso, os investimentos do Governo Federal teriam provocado o aumento no valor dos terrenos. Scalabrin alegou que a Câmara de Vereadores precisa ter coragem de enfrentar os poderosos da cidade e provar o IPTU progressivo para capitalizar a Secretaria de Habitação. Scalabrin também ressaltou a importância de mexer na legislação para identificar os “vazios” urbanos para que as áreas possam ser transferidas a prefeitura.
Confira entrevista com o membro do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Leandro Scalabrin: