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Habitação

Prefeitura propõe área para realocar famílias do Beco da Manoel Portela

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A prefeitura de Passo Fundo realizou nesta quarta-feira (22) uma reunião com famílias moradoras do beco da Manoel Portela para buscar uma solução para a interdição de casas que foram afetadas pelo desmoronamento de um talude. O fato foi no último sábado (18) após toda a chuva registrada na cidade. Três residências foram completamente destruídas no desabamento e pelo menos outras 12 interditadas pela Defesa Civil. Com isso, as famílias precisaram ser retiradas de casa por questões de segurança.

De acordo com o secretário de Habitação, Wilson Lill, todos os moradores que precisaram sair de casa estão abrigados em residências de familiares ou amigos. Durante o encontro, as famílias puderam expor suas situações e ouvir a proposta da prefeitura para tentar resolver o problema.

Conforme o secretário, o prefeito Pedro Almeida determinou que fosse montada uma equipe de trabalho para atender os moradores da Manoel Portela e buscar uma saída junto com as pessoas. Inicialmente foi realizado um levantamento para realizar uma obra que garantisse a segurança na Rua Manoel Portela, mas, conforme Wilson, a obra seria muito cara, demorada e inviável neste momento e as famílias precisam de uma resposta rápida.

Desse modo, ficou definido na reunião que na próxima sexta-feira (24) os moradores visitarão uma área que o município propõe disponibilizar para a construção de novas residências. Cada terreno teria 10m x 12,5m e os moradores poderia construir as suas casa. De acordo com Wilson Lill, o espaço já tem toda a infraestrutura, além de Unidade de Saúde e escolas próximas. Se as famílias gostarem do local e aceitarem o espaço na visita de sexta-feira, uma parte do problema já será solucionado.

O secretário destaca que as pessoas que residiam no beco da Manoel Portela são carentes e não tem condições de construir. Desse modo, se chegou a duas opções: a primeira que a prefeitura compre todos os materiais e os moradores organizem um mutirão de obra ou a abertura de uma licitação para que se contrate uma empresa que construa as casas. Tudo isso deve ser definido após a visita no local.