Família que ocupou escola Brizoleta relata que não tem para onde ir
Nesta semana ouvintes da Rádio Uirapuru relataram que uma família estaria morando na antiga Escola Padre Antônio Vieira, mais conhecida por Brizoleta, no interior de Passo Fundo. A escola está na localidade de Nossa Senhora da Paz, interior do município.
O coordenador do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), Paulo Fernando Cornélio, confirmou a informação de que a família está morando no local. Cornélio explica que os planos para restaurar o espaço seguem e, por isso, a família precisará ser realocada para outro espaço. O coordenador garantiu que ninguém quer que a família saia do local sem ter para onde ir.
A Rádio Uirapuru conseguiu conversar com a família que está morando no local. Conforme a moradora, Sônia dos Santos da Silva Menezes, ela o marido e os cinco filhos pequenos estão residindo na escola há oito meses. Sônia relata que a família morava de aluguel, no entanto ela e o marido acabaram se envolvendo com drogas e não conseguiram mais arcar com as despesas. A mulher relata que após eles ir morar no interior, na escola Brizoleta, estão conseguindo ficar longe das drogas, pois não tem mais contato com as companhias de antes. Além disso, a moradora relata que tem uma filha que possui epilepsia e ela melhorou morando no interior, em um lugar mais calmo.
De acordo com Sônia, o conselho tutelar está prestando acompanhamento de perto para a família. A moradora relata que o marido vive de bicos, trabalhando como mecânico e juntando ferro velho, porém o dinheiro não é suficiente para manter a casa. A família cria animais e tem plantação no local para auxiliar na alimentação. De acordo com a moradora, a família está cuidando e realizando limpeza na escola, no cemitério e na igreja da comunidade.
A moradora relata que não tem onde morar se sair da escola. Ela e a família solicitam um espaço no interior da cidade para que eles possam se instalar. Para ela é importante morar no interior para seguir com a reabilitação e ficar longe das drogas e continuar coma plantação e criação de animais. Além disso, as crianças estão matriculadas na escola do Capinzal e se adaptaram ao local.