Ampliação do “Minha Casa, Minha Vida” para classe média poderá estimular economia regional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou sua intenção de ampliar o programa “Minha Casa, Minha Vida” para abranger famílias de classe média, com uma faixa de renda de até R$ 12 mil. Atualmente, o programa se destina a rendas mais baixas. Além disso, o teto de financiamento também será elevado para R$ 500 mil. Embora essa seja apenas uma ideia por enquanto, é provável que seja adotada em um futuro próximo.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Cristiano Basso, lembrou que no momento o país vive uma instabilidade econômica, com altos juros e a desaceleração na Construção Civil e no setor habitacional.
Com essa possível ampliação do programa, ele vê uma oportunidade de revigorar o mercado, especialmente após a desaceleração causada pelos altos encargos financeiros. Basso destaca que, no ano passado, o setor enfrentou problemas com custos elevados de insumos, o que inviabilizou o fomento à habitação popular. No entanto, Basso acredita que essa ampliação será proveitosa e precisará ser cuidadosamente implementada para ter um bom impacto no mercado.
O presidente explica que o “Minha Casa, Minha Vida” sempre se concentrou nas faixas 1 e 2, chamadas “classes populares”, mas com o subsídio também direcionado à faixa 3, de classe média, o mercado, através das incorporadoras associadas ao Sinduscon, será beneficiado. De acordo com Basso, isso é visto como uma perspectiva positiva que impulsionará novos negócios.
Em 2022, as vendas imobiliárias foram bem-sucedidas, com o fechamento do ano em meio bilhão de negócios em Passo Fundo. Neste ano, a economia começou mais devagar, mas essa ampliação poderá ser acelerar a retomada do mercado. Basso afirma que empresas estruturadas sempre estão atentas às oportunidades de mercado. Além disso, o “boom” imobiliário e da construção também traz consigo novos nichos de mercado e investidores de última hora.
Para as incorporadoras sérias e fortes da região, o presidente do Sinduscon afirma que a ampliação será muito interessante, pois abrirá um novo nicho de fomento à economia regional.