Tese de que Lula foi comandante do exército e por isso mereceria prisão diferente não terá sucesso, avalia jurista
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será transferido de Curitiba para a prisão de Tremembé, em São Paulo. A decisão foi tomada pelo ministro Edson Fachin, acompanhada por 10 ministros favoráveis e 1 contrário, no final da tarde de ontem (7).
Mesmo com a suspensão da transferência, a defesa de Lula alega que, por ter sido presidente, ele foi comandante maior do Exército Brasileiro e por isso deveria ficar preso em uma unidade do exército em cela especial.
Em entrevista na Uirapuru, o jurista Dárcio Vieira Marques declarou que Lula está preso em Curitiba de forma provisória. Em cumprimento de pena definitiva, ele deveria seguir para outro tipo de prisão, sem cela especial.
O jurista Dárcio afirmou que a tese de comandante alegada pela defesa de Lula é frágil e não vai se sustentar. Explicou que ele esteve no cargo de presidente sem ingressar nas forças armadas e a alegação de comandante do exército será facilmente derrubada pela justiça.