Tecnologia de irrigação pode dobrar a produtividade da soja, aponta Emater na Expodireto
A irrigação tem sido uma das principais alternativas para reduzir os prejuízos causados pela estiagem no Rio Grande do Sul. O tema está entre os destaques da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, onde produtores buscam informações sobre tecnologias que ajudam a garantir a produtividade no campo.
Durante a programação da Rádio Uirapuru direto da feira, o extensionista da Emater, Roniel Mota, explicou que a falta de chuva tem sido uma preocupação recorrente para os agricultores gaúchos. Segundo ele, dados apontam que em sete dos últimos dez anos os produtores enfrentaram algum tipo de problema relacionado à escassez de chuvas.
De acordo com Mota, a irrigação pode ser implantada tanto em pequenas propriedades quanto em grandes áreas de produção. Para isso, é necessário que o produtor tenha acesso à água e realize o projeto ambiental necessário, além da regularização do uso da água. A Emater auxilia os agricultores em todas as etapas, desde a construção de reservatórios até a orientação para a instalação do sistema de irrigação.
O extensionista destacou que a procura por esse tipo de tecnologia tem aumentado, principalmente entre produtores que tiveram perdas nas últimas safras. Muitos agricultores que já utilizam a irrigação também buscam ampliar os sistemas para aumentar a segurança da produção.
Um dos exemplos apresentados durante a feira mostrou o impacto da irrigação na produtividade da soja. Em uma propriedade, a área sem irrigação registrou média de 42 sacas por hectare, enquanto a área irrigada alcançou 98 sacas por hectare, mais que o dobro da produção.
Outro incentivo para os produtores é o programa Irriga Mais RS, do governo do Estado, que auxilia financeiramente na implantação dos projetos. Pelo programa, o produtor recebe de volta 20% do valor investido no sistema de irrigação após a conclusão do projeto.
Atualmente, cerca de 13,6% da área de soja no Rio Grande do Sul conta com irrigação, índice considerado baixo diante do potencial de expansão da tecnologia. A expectativa é que, com programas de incentivo e orientação técnica, mais produtores passem a adotar o sistema nos próximos anos.