Especialista defende melhorias na logística e retenção de água no solo para fortalecer produção de soja no RS
Durante a programação da Expodireto Cotrijal 2026, em Não-Me-Toque, o Fórum Nacional da Soja reuniu ontem, terça-feira, especialistas e lideranças do setor para discutir temas importantes para a cadeia produtiva do grão no país.
Um dos palestrantes foi Guilhermo Dalmo, que abordou a questão da logística no Rio Grande do Sul, com destaque para a recomposição da capacidade do terminal TermaZ, localizado no Porto de Rio Grande. Em entrevista à Uirapuru, ele destacou que o terminal foi um dos primeiros graneleiros do país e sofreu danos durante a catástrofe climática registrada no estado em 2024.
De acordo com Guilhermo, o trabalho atual busca recuperar e ampliar a estrutura para que o terminal volte a ser uma importante ferramenta logística para o escoamento da produção gaúcha. Ele explicou que o local funciona como um ponto concentrador de cargas, recebendo produtos por meio de modais rodoviário, ferroviário e hidroviário, que posteriormente seguem pelo modal marítimo para o mercado internacional.
O palestrante destacou ainda que cargas vindas de diversas regiões do Brasil, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, também passam pelo terminal antes de serem exportadas.
Durante o fórum, Guilhermo ressaltou que o tema da logística é fundamental para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro, especialmente em regiões produtoras como o Rio Grande do Sul.
Outro ponto abordado foi a questão climática, que tem impactado diretamente a produção de soja no estado. Segundo ele, embora o clima não possa ser controlado, os produtores podem adotar estratégias para melhorar a retenção de água no solo.
Entre as alternativas citadas está o investimento em práticas como a agricultura regenerativa e o manejo adequado do solo, permitindo maior capacidade de retenção de água e melhorando as condições de produção.
Conforme Guilhermo, o Rio Grande do Sul não é um estado onde falta água, mas sim um local que enfrenta períodos de irregularidade nas chuvas, o que reforça a necessidade de práticas agrícolas que ajudem a preservar a umidade do solo.