STF forma maioria pela suspeição e parcialidade de Sérgio Moro nos processos de Lula
A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pela suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos processos do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), no caso do triplex.
O julgamento foi interrompido em 9 de março, após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Nesse dia, ocorria a retomada da análise do caso, que havia iniciado em dezembro de 2018. Nunes Marques votou pela não suspeição de Moro.
No entanto, a ministra Carmem Lúcia, que já havia votado negando o habeas corpus, mudou seu voto, formando maioria na Segunda Turma pela suspeição do ex-juiz.
Com a decisão, tomada pela Segunda Turma, as investigações contra Lula nos processos envolvendo Moro, ficam invalidadas.
Os ministros avaliaram habeas corpus apresentado pela defesa de Lula, com base em atos processuais, que foram reforçados por mensagens obtidas pelo hacker Walter Delgatti Neto, e apreendidas pela polícia Federal na Operação Spoofing.
Em um dos trechos das mensagens, o ex-juiz sugere uma testemunha de acusação contra Lula para o procurador Deltan Dallagnol. Em outras, comemoram quando a Justiça indefere pedidos de entrevista de jornalistas com Lula, quando ele disputava a eleição para presidente da República, em 2018.
Os diálogos foram publicados pelo site The Intercept, na série de reportagens conhecida como “Vaza Jato”.