Réu que teria matado homem amordaçado e amarrado no Integração em 2024 enfrenta júri popular
Será realizado nesta terça-feira, dia 3 de junho, no Fórum de Passo Fundo, o julgamento de Cláudio Fernando Alves Duarte, acusado de participar de um homicídio brutal ocorrido em junho de 2024. O júri popular está previsto para iniciar às 13h30min, sob a presidência do juiz substituto Dr. André Luis Ferreira Coelho.
Cláudio é acusado de, em conjunto com outro homem, matar Alexsandro Santos da Silva em um crime que chocou a comunidade local pelos requintes de crueldade. A denúncia do Ministério Público aponta que a vítima foi amarrada, amordaçada e espancada com uma barra de ferro até a morte, em sua residência no Bairro Integração. A motivação seria uma desavença ligada ao tráfico de drogas e à obstrução de uma passagem em um muro entre os imóveis dos envolvidos.
O crime foi classificado como homicídio qualificado, com motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima – qualificadoras que, se reconhecidas pelos jurados, podem aumentar significativamente a pena. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico provocado pelos golpes repetidos na cabeça.
Relembre o caso
Na noite de segunda-feira, 3 de junho, foi registrado o 15º homicídio do ano em Passo Fundo, no bairro Parque do Sol, região da grande Integração. Por volta das 22h30min, na Rua Guilherme Telo, Alexsandro Santos da Silva, de 47 anos, foi encontrado morto nos fundos de sua residência.
A Brigada Militar foi acionada após familiares localizarem o corpo. Os policiais confirmaram o óbito e chamaram a Polícia Civil e o IGP para os trabalhos periciais. A vítima estava com os braços e pernas amarrados para trás, além de estar amordaçada com um pano. O laudo apontou afundamento de crânio, provavelmente causado por um golpe com objeto contundente, como uma barra de ferro, embora nenhum instrumento tenha sido localizado.
Moradores disseram ter ouvido disparos, mas o corpo não apresentava perfurações por arma de fogo e nenhum projétil foi encontrado. Também não houve relatos de gritos ou pedidos de socorro. A vítima tinha antecedentes pela Lei Maria da Penha.
Como funciona o júri popular
A sessão será presidida pelo juiz, que orienta os procedimentos e garante o cumprimento da lei. Sete jurados escolhidos por sorteio formarão o Conselho de Sentença e decidirão, ao final, se o réu é culpado ou inocente.
Durante a sessão, serão ouvidas testemunhas, prestados depoimentos e apresentadas as alegações da acusação e da defesa. A Defensoria Pública será responsável pela defesa de Cláudio. O Ministério Público atua na acusação. Após os debates, os jurados se reunirão em sala secreta para decidir o veredito, por maioria simples.
Cobertura em tempo real
O jornalista Leandro Vesoloski acompanhará a sessão e trará informações ao longo do dia na programação da FM 102,5, com atualizações também disponíveis no portal www.rduirapuru.com.br.
A expectativa é de que o julgamento se estenda até o início da noite, dependendo do número de testemunhas e da duração dos debates entre acusação e defesa.
Redação: Leandro Vesoloski
Foto: Lucas Brasil