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Justiça

Registros médicos do dia da morte de Odilaine Uglione despertam dúvidas da Justiça

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O corpo de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, assassinado em abril do ano passado, foi exumado na terça-feira (11), em Santa Maria. Em maio, a Justiça determinou, a pedido da família de Odilaine, a reabertura da investigação sobre sua morte registrada, inicialmente, como suicídio. A motivação para novas diligências foi o laudo pericial particular realizado em bilhete deixado por Odilaine em que ela declarava que iria cometer suicídio, apontado como falso. Ontem (14), foi divulgado que os acusados da morte do menino irão a júri popular.

 

O caso segue chocando a todos, sendo que a reviravolta envolvendo a mãe do menino é o que mais está chamando a atenção, pois desde o início a família suspeitava de assassinato. Agora, que o corpo foi exumado o laudo pericial será divulgado em 30 dias.

 

O advogado da família de Odilaine, Marlon Taborda, explicou que a exumação é necessária para esclarecer as contradições criadas. Dentre as principais discrepâncias, o advogado cita as diferenças de laudo. Quando ela deu entrada no hospital, boletim médico informou que Odilaine teria uma perfuração, ocasionada por projétil de arma de fogo, no ouvido esquerdo. Mais tarde, um médico legista atestou que ela apresentava perfuração em área conhecida como palatino, logo atrás da cavidade nasal, feita de baixo para cima. Esta contradição, bem como a análise da trajetória da bala, podem determinar em que ângulo o disparo foi dado e de que forma ocorreu.

        

Marlon Taborda frisou, ainda, que o júri popular para o caso da morte de Bernardo, era o esperado. Ele acredita que até o final do ano novidades sobre a morte da mãe do menino serão reveladas. O primeiro júri deverá ocorrer em 2016.