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Justiça

Promotor Regional de Educação salienta troca de informações para evitar a violência nas escolas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Dois fatos recentes chocaram e chamaram a atenção da sociedade brasileira como um todo, quando atos violentos foram registrados em São Paulo e em Santa Catarina. Em ambos casos, indivíduos armados com faca em São Paulo e machadinha em Santa Catarina feriram e assassinaram crianças em escolas. Dada a gravidade dos fatos, o Ministério Público do Rio Grande do Sul fixou um gabinete de crise, sendo que reuniões são feitas entre a Administração Superior e as promotorias.

Entre os participantes dos encontros está Júlio Francisco Ballardin, Promotor Regional da Educação, que conversou com a Rádio Uirapuru, tendo apoio da analista jurídica Camila Rodrigues Costa, do MP. Ballardin confirmou que os massacres em escolas, chamam a atenção do Ministério Público, que está atento e implementou o gabinete de crise junto ao Governo do Estado, pois é uma questão que faz parte de toda a segurança pública tratar informações de fatos que podem vir a ocorrer no Estado.

O promotor salientou que o Ministério Público tem um setor de inteligência ativo e existem mandados de busca e apreensão sendo cumpridos através de informações levantadas por investigações. Ou seja, há reuniões com promotores da Educação, Crime e Infância, com todos fazendo explanações para que possam trabalhar juntos. Júlio Ballardin explica que se o criminoso é um maior de idade, reponde no Crime. Se é um menor de idade, responde como ato infracional, na Infância e Juventude.

Além do cuidado agora, Ballardin pontua que as promotorias já fazem muito tempo campanhas, reuniões e monitoram o bullyng aliado à violência escolar, o que é outra questão, mas que pode desencadear fatos como os massacres. Por isso que há uma necessidade de uma integração entre forças e inteligência, monitorando redes sociais e intercepte conexões entre esses indivíduos, que comemoram a notoriedade recebida.

Nesse sentido, o Ministério Público e as Promotorias estudam alguns protocolos usados nos Estados Unidos, embora a ação lá seja com arma de fogo e aqui seja com arma branca. Mas lá existem alguns protocolos que podem se adequar na realidade brasileira. Para finalizar, o promotor regional da Educação, Júlio Francisco Ballardin, chama a atenção para cada vez mais fixar e fomentar a cultura da não violência dentro da escola.