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Justiça

Prédio onde funcionou escritório de Maurício Dal Agnol vai novamente a leilão

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Associação das vítimas de Maurício Dal Agnol cobra andamento dos processos pelo Ministério Público
Associação das vítimas de Maurício Dal Agnol cobra andamento dos processos pelo Ministério Público

Em uma nova rodada de leilões dos bens do ex-advogado Maurício Dal Agnol, o prédio onde funcionou o seu escritório, na Avenida Brasil, na Petrópolis, está novamente em leilão.  O imóvel tem mais de 4 mil metros quadrados, dispondo de 7 andares, com depósito e auditório. O prédio também tem biblioteca, recepção e é praticamente todo mobiliado e decorado. A avaliação comercial do imóvel é de R$ 31,4 milhões de Reais, sendo que o leilão aceita lances iniciais de R$15,7 milhões.

As propostas de compra deverão ser efetuadas no site www.leiloesjudiciaisrs.com.br até o dia 22 de junho, mediante cadastro prévio. O lote será encerrado ao recebimento da 1ª proposta, que será levada à apreciação do juiz.  Caso não seja aceita, o lote será reaberto em outra data.

Duas rodadas de leilões já ocorreram

Em março deste ano, na segunda rodada de leilões dos bens de Maurício Dal Agnol, foram arrecadados mais de R$11 milhões. Naquela ocasião, o prédio onde funcionava o escritório na Petrópolis, não recebeu nenhum lance. A dívida do advogado em impostos, conforme a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, chega a R$ 52,4 milhões.  A expectativa era de conseguir arrecadar mais de R$ 60 milhões com os leilões, se os imóveis fossem vendidos pelo valor de avaliação.  Deste valor, metade seria destinado ao pagamento dos impostos e a outra metade enviada para a Justiça Estadual, onde tramitam ações individuais e coletivas que buscam o pagamento das vítimas.

Acordo

Ainda no final de maio deste ano, a Uirapuru noticiou um acordo, mediado pela justiça, que poderá liberar indenizações a 27 vítimas, destacadas na Operação Carmelina.  A operação deu início a todo o processo que culminou hoje no leilão de bens que pertenciam a Dal Agnol.  As 27 vítimas foram lesadas no âmbito de ações movidas contra uma empresa de telefonia, sendo que, representadas pelo advogado, receberam, conforme a justiça e investigações, valores bem inferiores aos reais pagos pela empresa, ficando essa diferença com o advogado.

Para estas 27 vítimas, que agora entraram num acordo com representantes do advogado, estima-se um valor de R$ 4 milhões para as indenizações. Conforme Ana Carolina Reschke, advogada e presidente da Associação das Vítimas, o acordo prevê a liberação desse recurso em breve, restando apenas a análise dos cálculos sobre os valores que cada vítima tem a receber.