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Justiça

Operação do MP em Pontão revela como recursos públicos são usados para ganância de alguns servidores públicos

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O pequeno município de Pontão foi alvo de uma grande operação na manhã de ontem (2) através do Ministério Público do Estado. Por volta das 7h, com agentes e policiais saindo desde Passo Fundo, a terceira fase da Operação Aliança Criminosa foi desencadeada e partiu rumo a Pontão. A ação, coordenada pelo diretor da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, promotor Mauro Lucio da Cunha Rockenbach, com apoio do promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, é um desdobramento da operação deflagrada em maio no município de Dona Francisca e apontou possível configuração de organização criminosa voltada a fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e peculato-desvio, envolvendo empresas e servidores municipais de Pontão. Na operação de Dona Francisca o Ministério Público trouxe á tona como licitações eram feitas de maneira fraudulenta para beneficiar servidores, recebendo valores ou superfaturando preços.  Em Pontão, conforme a justiça, a investigação apontou novamente fatos graves que lesam a população.

 

 

A Uirapuru acompanhou toda a ação desde as primeiras horas e com exclusividade conversou com o promotor Mauro Lúcio da Cunha Rockenbach.  O promotor disse que mais uma vez se defrontaram com uma lamentável situação onde o dinheiro público, que deveria ser usado na segurança, na educação e saúde das cidades, mas está servindo a interesses gananciosos de alguns servidores. Explicou que há dois anos, quando iniciaram a investigação sobre fraudes em Dona Francisca, foi constatado o envolvimento de uma organização com empresários, sediados em Frederico Westphalen, mas com relacionamentos em várias prefeituras da cidade.  Pontão foi agora alvo da operação em virtude da gravidade da situação constatada. Uma licitação foi feita na cidade para brinquedos que seriam instalados na praça da cidade.  Porém, foram comprados equipamentos para duas praças, sendo que a segunda teria sido instalada na propriedade particular de um dos envolvidos.

 

 

Foi constatado também que veículos particulares recebiam combustível em postos da cidade, mas pagos pela prefeitura.  Em um caso um carro de passeio, no controle municipal, recebeu 180 litros de gasolina, montante bem maior do que cabe até mesmo em uma caminhonete. A ação terminou com cinco pessoas presas, mas não pelas fraudes, e sim porte ilegal de armas e um membro de facção criminosa encontrado na cidade.