MP afirma: sem novos recursos, não há mais investigação formal ou processo criminal no caso Potrich
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu ordem de habeas corpus na quarta-feira, 28, a favor de Carlos Patussi, dentista acusado de matar e ocultar o cadáver do gerente do Sicredi de Anta Gorda, Jacir Potrich. Com a decisão, a tramitação do processo contra o réu fica suspensa.
O Promotor de Justiça da Promotoria de Justiça de Encantado que cuidou do caso, André Eduardo Schröder Prediger disse a reportagem da Uirapuru que todos foram pegos de surpresa com a decisão do TJ.
Realmente o TJ/RS, em decisão no habeas corpus impetrado pela defesa, trancou a ação penal que tramitava contra o réu no caso Potrich/Patussi. Fomos todos pegos de surpresa pela decisão do TJ, visto que as autoridades que lidam diretamente com o caso aqui na comarca entendiam de forma uníssona pela existência de elementos de prova contra o acusado”.
Prediger ressaltou ainda que o indiciamento dos acusados pelo delegado de polícia e a denúncia do MP são exatamente iguais. “Já havia inclusive o recebimento da denúncia pela Juíza de Direito e a primeira audiência já agendada para a oitiva das diversas testemunhas arroladas pela acusação”, informou o promotor.
Prediger disse ainda que o trancamento de ação penal durante o seu trâmite não é algo trivial ou comum, mas está previsto na lei processual penal, e pode acontecer.
Por ora, até que não haja modificação da decisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recursos impetrados pelo MP e pela assistência à acusação (família da vítima), não há mais investigação formal ou processo criminal contra o réu.
O filho de Jacir Potrich, que possui empresa no setor de alimentação em Passo Fundo foi questionado pela reportagem da Uirapuru se a família pretende interpor recurso contra a decisão do TJ, porém até o fechamento dessa matéria (14h06min), não se manifestou.