Monstro de Saudades pega 329 anos e 4 meses de prisão
O segundo e último dia do júri de Fabiano Kiper Mai, acusado de matar cinco pessoas, sendo três crianças e duas mulheres, em 2021, na cidade de Saudades-SC, foi marcado por pedidos de justiça e tristeza em relembrar a tragédia. Fabiano enfrentou a acusação de ter matado as cinco pessoas de maneira cruel, sem motivação e usando uma adaga comprada na internet dias antes. O juíz, tomando por base o voto de sete jurados, condenou Fabiano a 329 anos e 4 meses de cadeia. Também foi definido que o réu deverá pagar uma indenização de R$500 mil para cada família dos cinco mortos, além de R$400 mil para a família do bebê que sobreviveu e outros R$40 mil para cada vítima da tentativa de homicídio. A sentença foi proferida por volta das 21h30min de hoje. A Uirapuru acompanhou o júri desde o primeiro dia através do correspondente Giba Bortese, direto de Pinhalzinho-SC, cidade que recebeu o júri e fica ao lado de Saudades.
Durante o segundo dia, antes da sentença proferida hoje, Giba Bortese ouviu o pai da jovem Mirla Renner, que foi morta por Fabiano na escola, aos 20 anos. Universitária na época, ela trabalhava como agente de educação da Creche Aquarela, tendo sido atacada em sala de aula, após Fabiano matar a professora Keli Adriane Aniecevski, 30 anos, no primeiro ataque.
O assassino tentou entrar em todas as salas da creche, mas as professoras conseguiram se trancar e proteger as demais crianças. As crianças mortas eram Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses. Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses; e Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses. Fabiano foi defendido pelo advogado gaúcho Demetryus Eugenio Grapiglia.
O pai de Mirla, Marcos Costa, disse que Fabiano preparou o crime, comprou a arma previamente e teve muito tempo para pensar no que estava fazendo. O pai pediu justiça e que Fabiano não poderia ser condenado por problemas mentais, mas sim como alguém que sabia o que fazia.
A agente educacional Juliana Zanella, também falou mais cedo com a Uirapuru durante um rápido manifesto por justiça. Juliana não estava na escola no momento, mas atua no setor e disse que a tragédia não pode descrita com palavras, apenas como causadora de muita dor. Disse que os trabalhadores da educação se uniram para pedir justiça e este fato mudou a vida de todos para sempre.
Mais informações sobre o caso no decorrer da programação da Uirapuru.