Ministério Público Federal cobra indenização milionária para arrendatária de terras indígenas
A Justiça Federal de Carazinho recebeu na última quarta-feira, 9, o pedido promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) de Passo Fundo, para o cumprimento da sentença proferida em ação civil pública, cobrando uma indenização milionária a uma arrendatária de terras indígenas.
A ré arrendou ilegalmente terras indígenas da Reserva de Nonoai, bem como articulou a concessão de financiamentos a indígenas, obtidos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), utilizando os recursos em seu benefício.
A sentença condenou a ré a não mais celebrar qualquer contrato ou negócio jurídico com indígenas, lideranças indígenas ou grupos indígenas da Comunidade de Nonoai, tendo por finalidade a prática de qualquer atividade agrícola em terras da Reserva Indígena de Nonoai, bem como está proibida de plantar, colher ou praticar qualquer ato relacionado com a agricultura dentro da Reserva , pessoalmente ou por intermédio de pessoas a seu mando.
Também foi condenada a pagar a quantia de R$ 1.178.360, a ser atualizada desde dezembro de 2008, a título de indenização em favor do Grupo Indígena de Nonoai, por danos materiais do uso indevido das terras indígenas.
Além do pagamento de indenização , a sentença determinou a quitação de 125 empréstimos bancários em nome dos indígenas, e a indenização da comunidade por danos morais no valor de R$ 125 mil, a serem atualizados, em decorrência da inscrição indevida de 125 índios no Serasa, pela inadimplência dos contratos.