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Justiça

Ministério Público condena autores da morte do soldado Maximovitz em Erechim

Públicado em Por RD Uirapuru / João Victor Lopes

A sessão que julgou os dois homens acusados de atropelar e matar o soldado da Brigada Militar Jonathan Grendene Caverzan Maximovitz durou quase 14 horas.

Era próximo das 23h quando o Juiz Marcos Agostini anunciou a condenação dos dois réus pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado.

David Olívio Pacheco foi condenado a 18 anos de prisão. Antônio Bastos da Silva foi condenado a 20 anos. Ambos cumprirão a pena em regime inicial fechado.

Eles foram condenados ainda a três meses de detenção pelo crime de favorecimento real, por terem arremessado celulares ao presídio de Erechim.

A sessão do júri foi presidida pelo Juiz Marcos Agostini, titular da primeira vara criminal de Erechim. Pelo Ministério Publico atuaram os promotores de justiça Fabrício Gustavo Alegretti e Guilherme Martins de Martins.

Ao final do julgamento o promotor Fabrício Alegretti conversou com os colegas de reportagem do Portal Canal Dois e afirmou que o MP sai satisfeito com o resultado do julgamento.

“Havia provas nos autos suficientes, não só para que fosse reconhecida a intensão dos réus, mas também em todos aspectos que implicaram na fixação de uma pena maior. O conselho de sentença acolheu integralmente as teses do Ministério Público condenado os réus nos exatos termos em que foi postulado pela acusação” afirmou Alegretti.

Para ele esse foi um júri emblemático e que conferiu uma resposta a sociedade de Erechim, a Brigada Militar e a família da vítima.

“Isso certamente vai servir de estímulo para que os policiais continuem o seu trabalho, nos servindo e nos protegendo todos os dias do ano, as 24 horas do dia, concluiu.

A vítima

O soldado Maximovitz morreu após ser atropelado por criminosos que arremessavam objetos para dentro do pátio do Presídio Estadual Erechim na tarde de seis de março de 2021.

A guarnição em que o soldado estava foi acionada após pessoas serem flagradas arremessando objetos para dentro do presídio de Erechim. A bordo de um Monza, os criminosos fugiram. Ao desembarcarem da viatura, a guarnição da Força Tática foi surpreendida pelo veículo, que, em alta velocidade, atingiu Maximovitz e colidiu contra outro carro. O atropelamento aconteceu às 15h debaixo do viaduto da Paralela da BR 153 próximo a Havan. O soldado morreu quatro horas depois, na UTI do hospital de Caridade.

Integrante da Força Tática do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento em 37 municípios do norte do Estado, Maximovitz  era descrito por superiores como um policial acima da média, comprometido, autodidata e apaixonado pela profissão.

Natural de Colider, no Mato Grosso, Maximovitz era o caçula de dois filhos de uma família que criou vínculos em Getúlio Vargas, cidade onde o soldado foi sepultado.

Texto e Fotos: Leandro Vesoloski/Portal Canal Dois