Júri da chacina da Cohab entra na fase decisiva de debates
O julgamento de Luciano Costa dos Santos, o “Costinha”, acusado de participação na chacina que vitimou três pessoas em Passo Fundo no ano de 2020, entrou nesta sexta-feira (12) em sua fase decisiva: os debates entre acusação e defesa.
O Ministério Público é o primeiro a se manifestar, com o promotor de Justiça Leonardo Giardin de Souza conduzindo a fala, que será dividida com o advogado Gustavo da Luz, assistente de acusação. O tempo destinado à acusação é de uma hora e trinta minutos, o mesmo que será reservado à defesa de Costinha, representada pelo advogado criminalista Dr. José Paulo Schneider. Caso haja réplica, automaticamente será aberta a possibilidade de tréplica.
Encerrados os debates, os sete jurados — quatro homens e três mulheres, sorteados da comunidade — se reunirão em sala secreta para deliberar sobre o destino do réu.
O que aconteceu ontem
No primeiro dia de júri, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. A mãe de Dienifer Padia, Catarina da Rosa, relatou as ameaças sofridas pela filha antes do crime e descreveu as sequelas emocionais enfrentadas pela família após a tragédia. O vizinho Rui Ortiz lembrou o momento em que recebeu a criança filha de Dienifer logo após os assassinatos e descreveu a cena brutal encontrada dentro da casa.
A delegada Daniela Minetto reforçou, em seu depoimento, a tese de que houve um conluio entre os acusados, citando comunicações entre presos, manipulação de versões e a criação de um perfil falso para atrair as vítimas.
Por fim, o próprio réu Luciano Costa dos Santos prestou depoimento, negando envolvimento na execução, afirmando ser vítima de uma armação e pedindo absolvição ao Conselho de Sentença.
Relembre o crime
A chacina ocorreu em agosto de 2020, no bairro Cohab, em Passo Fundo, quando Diênifer Padia, Kétlyn Padia dos Santos e Alessandro dos Santos foram mortos dentro de uma residência. As vítimas estavam amarradas e não tiveram chance de defesa. O crime teria sido motivado por questões pessoais e de relacionamento, e até hoje os executores não foram identificados.
Agora, caberá aos jurados decidir o futuro de Costinha, que segue no banco dos réus acusado de participação direta na trama criminosa.