Homem que matou vizinho no Bairro Independente é condenado a 6 anos de prisão em Júri Popular
A Rádio Uirapuru relembra, toda semana, um crime na cidade de Passo Fundo, desta vez, a pauta conta a história da morte de um homem após uma discussão com seu vizinho.
No dia 31 de março de 2015 acontecia mais um crime de homicídio na cidade de Passo Fundo. Na época, Ivan Sampaio, 26 anos, foi morto a tiros em sua residência no bairro Independente.
Por volta do meio dia daquele dia, a Sala de Operações da Brigada Militar foi informada que um homem havia sido atingido por vários disparos de arma de fogo e estava caído em via pública pedindo socorro.
Imediatamente os PMs da Brigada Militar foram ao local e encontraram a vítima agonizando em uma poça de sangue.
O jovem, identificado como Ivan Sampaio, de 26 anos, foi socorrido pela ambulância do Corpo de Bombeiros e conduzido até o Hospital São Vicente de Paulo, porém não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quando recebia os primeiros atendimentos.
A investigação policial apontou Darildo Lara, 33anos, vizinho da vítima como autor dos disparos e a motivação seria por um desentendimento na negociação de terrenos em uma área invadida no bairro.
Darildo aguardava o julgamento em liberdade e, nessa semana, foi a júri popular no Fórum de Passo Fundo.
No julgamento, Darildo foi condenado e, por não ter antecedentes criminais, pegará 6 anos de regime semiaberto.
A reportagem policial da Rádio Uirapuru conversou com o advogado de defesa do acusado, Fabrício Lorandi Pinheiro, do Escritório Cavalcanti, Pinheiro & Viuniski, o qual destacou que Darildo agiu em legítima defesa, após a vítima ter demonstrado atacar o acusado. O defensor afirmou que entrará com recurso e com objetivo de remarcar um novo julgamento.

O defensor do acusado em entrevista à Rádio Uirapuru destacou que os dois haviam feito o negócio e que a vítima queria desfazer o trato, porém não aceitava devolver o que tinha recebido.
Sobre o dia do crime, Fabrício disse que seu cliente teria agido em legitima defesa própria e em legitima defesa de terceiro, já que seu filho também estava nas proximidades.
O Promotor do Ministério Público, Crisiano ledur, que trabalhou em plenário na acusação de Darildo, em contato com o repórter Bruno Reinehr também falou sobre o ocorrido.

“Na visão do Ministério Público (MP), de modo algum poderia se sustentar a legitima defesa, uma vez que não houve nenhuma prova concreta de que a vítima estivesse armada e de que tivesse algum motivo para tentar contra a vida do acusado. Portanto, o MP buscou afastar desde o início essa alegação e expôs os elementos aos jurados, que soberanamente decidiram pela condenação”, explicou o promotor.
Crisiano ledur ainda comentou que o acusado efetuou cinco disparos de arma de fogo contra a vítima, acertando um na nuca e outros quatro nas costas.
Sobre a defesa de a defesa do acusado entrar com recurso, Ledur disse que o Ministério Público também recorrerá buscando aumentar a pena do réu. “A partir do momento em que a magistrada reconheceu a confissão do acusado na autoria do crime, ela aplicou uma tenuante e a pena ficou próximo do mínimo legal. O MP está recorrendo para que essa pena seja aumentada”, frisou o promotor.
Hoje o acusado está em liberdade. Deverá cumprir seis anos em regime semiaberto, podendo ter a possibilidade de cumprir a pena com tornozeleira eletrônica na própria casa.