Homem que tentou matar policiais civis durante prisão em Passo Fundo é condenado a mais de 11 anos
Mais um julgamento importante ocorreu no fórum de Passo Fundo nessa sexta-feira (03). Um homem foi julgado por tentativa de homicídio contra policiais civis que cumpriam um mandado na residência do acusado.
Em dezembro de 2020, Luciano Costa dos Santos, conhecido como Costinha, estava na condição de foragido e foi preso pela DRACO, investigado de participação em uma Chacina no Bairro Cohab, em junho do mesmo ano.
No dia da prisão, o investigado teria recebido os policias da DRACO com disparos de arma de fogo. Ele estava no 10º andar e foi necessário uma negociação para que ele se rendesse. Na oportunidade, um advogado esteve intermediando as negociações. Costinha foi detido e preso. Sua defesa entrou com recurso e ele ainda não foi a júri da Chacina da Cohab.
Na época, a Rádio Uirapuru acompanhou toda a ocorrência. Clique clique aqui para relembrar o caso.
Ontem (03) Costinha foi a júri popular. O julgamento durou pouco mais de 8h e condenou o réu a 11 anos e 11 meses de prisão em regime fechado.
Segundo o promotor de Justiça Fernando Alves, o homem foi condenado em homicídio duplamente qualificado, praticado contra policial civil no exercício da função.
O promotor destacou que “é importante que o juri tenha ocorrido e que os jurados tenham acolhido a tese da acusação, que foi tentativa de homicídio contra o policial civil, poque foi fato grave”, frisou.
A redação da Rádio Uirapuru entrou em contato com o advogado Flavio Luís Algarve, que trabalha na defesa do réu. O defensor destacou que respeita o resultado do Conselho de Sentença, mas que não aceita a decisão e irá recorrer a sentença.
NOTA
A defesa respeita sempre o resultado do Conselho de Sentença, que é a instituição mais democrática que existe atualmente. No entanto, não somos obrigados a aceitar a decisão e vamos recorrer da sentença. Foi um júri muito técnico, debates acalorados de parte a parte, com um julgamento em que houve réplica e tréplica, demonstrando assim que as teses acusatórias e defensivas sofreram acirrados debates. Agradeço as colegas Marli Grando e Rafaela Cacenote, que mesmo sendo estreantes no Tribunal do Júri, honraram nossa banca de advocacia. Vamos recorrer, pois vislumbramos fatos que podem modificar o resultado do julgamento.