Skip to content

Justiça

Força-tarefa da Lava-Jato pode renunciar se Congresso aprovar punições a juízes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato repudiaram o que chamam de ataque feito pela Câmara contra as investigações e a independência dos promotores, procuradores e juízes.

 

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos dos Santos Lima chegou a dizer, durante uma entrevista coletiva realizada em Curitiba na tarde desta quarta-feira (30), que a força-tarefa da Lava Jato ameaça abandonar os trabalhos se a “proposta de intimidação de juízes e procuradores” for aprovada.

 

“Golpe mais forte efetuado contraa Lava Jato concretamente em toda a sua história”, afirmou o procurador Deltan Dallagnol, que é o coordenador da força-tarefa.

 

Deltan Dallagnol disse que, se for aprovada, “a proposta será o começo do fim da Lava Jato”.

 

“A força-tarefa da Lava Jato reafirma seu compromisso de avançar enquanto for possível, trabalhando ainda mais duro dentro das regras da Constituição e das leis para investigar, processar e punir a corrupção seja quem for o criminoso. Contudo, os procuradores da força-tarefa estão de acordo que não será possível continuar trabalhando na Lava Jato se a lei da intimidação for aprovada”, disse Deltan Dallagnol.

 

Votação

O texto-base do pacote que reúne um conjunto de medidas anticorrupção foi aprovado ela Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (29), por 450 votos a 1 (e 3 abstenções).

 

Contudo, ao longo desta madrugada, os deputados aprovaram diversas modificações ao texto que saiu da comissão especial e incluíram temas polêmicos, como a punição de juízes e membros do MP por crime de responsabilidade.

 

Essa previsão havia sido incluída pelo relator do texto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), mas retirada pelo próprio relator posteriormente. Depois da aprovação, o texto segue agora para o Senado.

 

*G1