Envolvidos na morte de passo-fundense vão a juri amanhã em Porto Alegre
Está marcado para amanhã (15) o julgamento de envolvidos no homicídio do passo-fundense Fernando Chaves Gomes, de 21 anos, ocorrido em 16 de dezembro de 2017.
Fernando era natural de Parobé, mas morava em Passo Fundo. Ele foi localizado om mais de 100 perfurações a faca nas costas, pescoço e cabeça.
O julgamento está previsto para começar no início da manhã e pode se estender até três dias. Vão a júri cinco pessoas envolvidas na morte: a ex namorada, os dois executores e as duas jovens envolvidas.
SOBRE O CASO
A polícia descobriu que a morte dele havia sido encomendada por duas pessoas que haviam mantido relacionamento com ele: uma mulher de 33 anos, que vive em Parobé, e um empresário de 34 anos, de São Paulo.
Ele havia conhecido a mulher em sua cidade natal. Já o empresário, Fernando conheceu durante uma temporada em que viveu em São Paulo, onde tentou seguir na carreira de modelo. Ele e o empresário ficaram juntos por cerca de seis meses, tendo se encontrado inclusive no Rio Grande do Sul.
O empresário de São Paulo, no entanto, teria ficado inconformado com o fim do relacionamento, e encontrou pelas redes sociais a ex-namorada de Fernando em Parobé. Foi quando os dois arquitetaram um plano para matar o ex que tinham em comum.
A polícia acredita que a mulher foi a responsável por contratar os executores do crime em Porto Alegre. O plano contou com a participação de duas adolescentes. Uma delas foi a Passo Fundo, uma semana antes do crime, onde contratou os serviços sexuais de Fernando.
Após o primeiro contato, a jovem, segundo a polícia, convidou Fernando para viajar até Porto Alegre, onde faria um novo programa, desta vez acompanhada de uma amiga. A polícia teve acesso a imagens que mostram o momento em que a vítima foi apanhada pelas duas na rodoviária.
REQUINTES DE CRUELDADE
Fernando foi levado então até um apartamento na Zona Norte de Porto Alegre, onde foi torturado com requintes de crueldade e depois executado, de acordo com a polícia. Exames da perícia encontraram sangue da vítima no imóvel. A proprietária do apartamento também foi investigada por possível envolvimento com o crime, mas não foi presa.
A morte de Fernando foi gravada em vídeo enviada aos mandantes do crime como prova da execução. Segundo a polícia, antes de o matarem, os executores perguntaram se ele sabia porque estava sendo morto, e informaram que tinha ligação com seus relacionamentos passados.
A ex-namorada foi presa no dia 7 de março. Dois homens apontados como executores foram presos no dia 9, e as duas adolescentes suspeitas de participação no crime também foram apreendidas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul foi a São Paulo para prender o ex-namorado, um empresário do ramo de publicidade. No entanto, antes de ser preso, ele havia cometido suicídio, ao se jogar do 13º andar de um hotel na capital paulista.
Conforme a delegada titular da 5ª Delegacia de Homicídios, Luciana Smith, à primeira vista, parecia ser um crime ligado a facções criminosas, ao tráfico de drogas no bairro Mario Quintana. Mas quando foram iniciadas as investigações, a polícia fez contato com a família da vítima, e acabou descobrindo um perfil diferente de crime. Isso porque a família já havia registrado o desaparecimento de Fernando, além do excessivo número de facadas.
(Fonte: G1-RS / Rádio Uirapuru)