Empresas em recuperação judicial são mais seguras do que muitas para bancos investirem, explica jurista
Os pedidos de falência aumentaram 28,9% em junho deste ano em relação a maio e os de recuperação judicial cresceram 82,2%. O dado é fruto de um estudo feito pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em fóruns, varas de falência, Diários Oficiais e da Justiça do Brasil. A empresa de aviação Avianca pediu nesta semana falência, que foi decretada pela justiça de SP. Porém, a falência e a recuperação judicial são duas coisas diferentes e que acabam confundindo muitas pessoas.
Falando sobre este assunto na Uirapuru, o jurista Dárcio Vieira Marques explicou que os pedidos de recuperação judicial são caros e por isso poucas empresas pequenas e médias fazem uso desta ferramenta jurídica. Na recuperação judicial, toda a situação da empresa é apresentada para a justiça que faz uma avaliação e, e os credores estiverem de acordo, a empresa inicia um plano para continuar operando e quitando os débitos. Já a falência é a morte da empresa, o fechamento com liquidação de espólio para abater dívidas através da justiça.
O jurista Dárcio Veira Marques explicou ainda que a recuperação judicial pode salvar sim uma empresa. No entanto a maioria das empresas gaúchas, por exemplo, pede recuperação muito tarde, quando não resta mais nada, dificultando a retomada. Disse que existe um certo preconceito de algumas instituições financeiras quando são procurados por empresas em recuperação judicial para contrair empréstimo.
Ele declarou também que uma empresa em recuperação é até mesmo mais segura que outras sem essa situação, pois o banco pode consultar toda a situação ,dados de faturamento e outras informações que trarão segurança. De acordo com Dárcio, uma empresa sem recuperação judicial pode mascarar sua atual situação e não conseguir quitar obrigações repentinamente.
Ouça a entrevista com o jurista Dárcio Vieira Marques: