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Expodireto 2026

Emater/RS-Ascar estima redução de 7,1% na produção de grãos na safra 2025/2026

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A segunda estimativa da Safra de Verão 2025/2026 divulgada pela Emater/RS-Ascar aponta uma redução de 7,1% na produção de grãos no Rio Grande do Sul, que deve alcançar 32,8 milhões de toneladas. A projeção inicial, divulgada em agosto de 2025, estimava a produção de 35,3 milhões de toneladas. Essa redução se deve às chuvas insuficientes e irregulares, principalmente nos períodos críticos de desenvolvimento das culturas, especialmente a soja, e em algumas situações agravadas por dias muito quentes.

Os dados foram apresentados pelo presidente da Instituição, Claudinei Baldissera, nesta terça-feira (10/03), durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa, realizado na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

Na soja, a estimativa atual indica produção de 19 milhões de toneladas, redução de 11,3% frente às 21,4 milhões de toneladas projetadas inicialmente. Além da falta de chuva, fatores como a redução de 1,7% da área projetada inicialmente, dificuldade de emergência devido às baixas temperaturas e umidade, assim como problemas de acesso ao crédito que também contribuíram para essa redução em produção.

No feijão primeira safra, a produção passou de 46 mil toneladas para 41 mil toneladas, queda de 11,6%. Para o feijão segunda safra, a estimativa caiu de 16,3 mil toneladas para 11,6 mil toneladas, redução de 28,6% na produção, impulsionada pela perspectiva de estiagem, que aumenta o risco para o cultivo e também pelo preço pago ao produtor.

O arroz, com área de 891.908 hectares estimada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), deve alcançar 7,7 milhões de toneladas, volume 3,1% menor do que as 8 milhões de toneladas previstas na estimativa inicial, devido à redução da área cultivada estimulada pelo risco considerando o aspecto do mercado.

Em relação à estimativa inicial divulgada em agosto de 2025, o milho grão, terceira área mais cultivada no Rio Grande do Sul, apresentou aumento na projeção. A produção passou de 5,7 milhões de toneladas para 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 3%. O crescimento se deve ao aumento da área cultivada com o grão, que passou de 785 mil hectares para 803 mil hectares, crescimento de 2,3%. Fatores como o acesso às políticas públicas como os programas Irriga+ RS e Milho 100% também contribuem para o aumento da área cultiva e da produção.

Já o milho silagem apresenta redução de 6,9% na produção. O maior fator é devido à área que reduziu em 5,7% e na produtividade que deve ficar 1,3% menor, representando 968 mil toneladas a menos. No total, o milho silagem deve produzir 13 milhões de toneladas.

“Os dados que foram apresentados a partir do levantamento da Emater/RS-Ascar apontam uma revisão para baixo, em relação à estimativa inicial dos dados apresentados lá no início da safra, na Expointer. De modo geral, todos os grãos cultivados no Rio Grande do Sul, a estimativa inicial era o Estado colher 35 milhões de toneladas. Se tem uma revisão, e a estimativa é de colher quase 33 milhões de toneladas em todos os grãos. E é claro que tem municípios, assim como regiões, com perdas muito acentuadas, superiores a 50%, e se analisarmos pontualmente produtor a produtor, se tem produtores que as perdas são muito grandes e eventualmente podem até inviabilizar a colheita e que os prejuízos são muito grandes”, analisa o presidente Claudinei Baldissera.