“Elas sentiam prazer em maltratar o Miguel” afirma promotora de justiça sobre mãe e madrasta de criança morta em Imbé
A sexta feira, 05, dia do filho, está marcada pelos debates entre defesa e acusação no Foro de Tramandaí onde ocorre o julgamento da mãe e da madrasta do pequeno Miguel de sete anos que foi assassinado em julho de 2021 no litoral Norte.
Durante o dia a defesa de Yasmin pediu a condenação da mãe de Miguel por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. A defesa de Bruna falou em seguida e pediu a condenação por tortura e ocultação de cadáver, mas absolvição pelo homicídio.
Na sequencia o Ministério Público voltou a se manifestar através da promotora Karine Teixeira. A réplica se estendeu por duas horas.
Em sua fala a promotora alertou que “O Miguel foi abandonado. Ele não teve pai, ele deixou de ter mãe, ele não tem nenhum familiar sentado aqui”, disse.
As cadeiras reservadas aos familiares permaneceram vazias em todo o tempo.
Karine Teixeira afirmou que Yasmin e Bruna sentiam prazer em maltratar Miguel. “O que elas tinham eram um relacionamento doente, no qual só as duas deveriam viver e Miguel deveria morrer”.
Uma mensagem que teria sido escrita por Yasmin para um homem com quem mantinha um relacionamento foi lida pela promotora. O homem teria questionado hematomas no menino.
“Meu anjo, o filho é meu, se eu quiser desmontar ele a pau e deixar três dias no hospital, quem pariu é eu”.
Para finalizar a promotora desejou justiça. “Que a Justiça seja feita. E que o Miguel realmente possa descansar em paz”, encerra promotora.
Agora a defesa de Yasmin e Bruna tem duas horas para apresentar seus argumentos na tréplica. Após o conselho de sentença se reúne vota os quesitos apresentados e o juiz faz a pronuncia da sentença.