Dia do Advogado: data deve ser de reflexão para os profissionais neste novo momento
O dia do advogado é comemorado nesta quarta-feira (11), para celebrar a data de criação das duas primeiras faculdades de Direito no país, que aconteceu no ano de 1827. Naquela data no Século XIX, D. Pedro I decretou a criação da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na cidade de São Paulo, e a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco.
Antes disso, quem desejava estudar direito precisava ir para a Europa, em geral, para a Universidade de Coimbra, em Portugal. Hoje, mais de 190 anos depois, o país conta com milhares de faculdades e milhões de profissionais que representam o direito dos cidadãos perante a justiça.
Em entrevista na Rádio Uirapuru o professor de Direito da Universidade de Passo Fundo, Dr. Norberto Halwass, destacou a importância da profissão ao passar do tempo. Segundo ele a OAB teve uma importância na história do Brasil desde a transformação do Império em República, ou até mesmo nos momentos de democratização e as garantias individuais.
Não foi por menos que em 1988, o legislador constituinte elevou a função de advogado, para indispensável para a distribuição da justiça. Não existindo justiça, ou Poder Judiciário sem advocacia forte e atuante.
Todos os advogados recebem a missão constitucional de promover a justiça, promover a igualdade e garantias da população quanto a constituição brasileira. Sobre a substituição e integração dos advogados no que diz respeito ao uso das tecnologias no dia a dia, o jurista afirmou que a pandemia veio para reforçar ainda mais o uso da mecanização.
Ele classifica o momento como de implantação do Direito 4.0, em que a digitalização das atividades está cada vez avançada, sendo que os profissionais neste momento estão tendo que trabalhar online de dentro de seus escritórios e se adaptar pensando no futuro.
Para finalizar, Dr. Norberto como mensagem aos demais colegas, disse que todos devem neste ano de 2021, no qual ele completa 24 anos de docência, parar e refletir na maneira em que atuam. Como efetivamente continuar entregando e garantindo o direito aos clientes por meios que não dependam somente do Poder Judiciário, meios alternativos que passem muito mais pela capacidade de mediação, conciliação e capacidade profissional. Ele também ressaltou o diferencial que cada um dos advogados devem primar daqui a diante.