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Justiça

Defesa pede desclassificação para homicídio culposo no caso da morte do médico Jônatas Conterno

Públicado em Por RD Uirapuru / Leandro Vesoloski

Dando sequência à fase dos debates, a advogada de defesa de Manoel Fernandes, dra. Andréia Tavares, iniciou sua manifestação perante os jurados na tarde desta segunda-feira (28). Ela sustentou que o caso deve ser enquadrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e pediu a desclassificação do crime e o afastamento das qualificadoras apresentadas pela acusação.

A defensora afirmou que o médico Jônatas Conterno trafegava sobre a pista de rolamento, e não no acostamento, colocando-se em situação de risco. Segundo ela, mesmo que o motorista estivesse em alta velocidade, “o desfecho seria o mesmo”.

Dra. Andréia argumentou que Manoel Fernandes não saiu de casa com a intenção de matar, reconheceu que ele havia ingerido bebida alcoólica, mas disse que o acidente foi resultado de uma fatalidade, e não de uma conduta dolosa.

A defesa ressaltou que o réu não possui antecedentes criminais e que o caso ganhou grande repercussão pelo fato de a vítima ser médico e integrar um grupo de ciclistas.

Com base no Código de Trânsito Brasileiro, a advogada destacou que bicicletas devem possuir itens obrigatórios de segurança, como retrovisores, e afirmou que o acidente poderia ter sido evitado. Em um dos momentos mais enfáticos, dirigiu-se ao réu e declarou:

“Se ele não estivesse em cima da pista, meu cliente não o teria matado.”

A defesa pediu aos jurados que afastem o dolo eventual e reconheçam que o réu não assumiu o risco do resultado, defendendo o enquadramento como homicídio culposo de trânsito. Também solicitou o afastamento da qualificadora de perigo comum.

Durante sua manifestação, a advogada apresentou estudos sobre acidentes envolvendo ciclistas e reforçou o pedido para que os jurados reconheçam o episódio como um acidente de trânsito, sem intenção de matar.