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Justiça

Defesa de Fernanda Rizotto afirma que mortes de Alessandro e Kétlin foram decisão dos executores

Públicado em Por RD Uirapuru / Leandro Vesoloski

A tarde desta sexta-feira,14, no Forum de Passo Fundo, foi marcada pela manifestação da defesa de Fernanda Rizzotto no julgamento da Chacina da Cohab. A advogada Andrea Tavares afirmou que Fernanda não teve domínio sobre as mortes de Alessandro e Kétlin, sustentando que a decisão de executar as duas vítimas teria partido exclusivamente dos executores.

Segundo Andrea, Fernanda admitiu apenas a responsabilidade pela morte de Diênifer, e que a decisão teria ocorrido em um momento de “violenta emoção”. A defensora afirmou que a ré jamais pediu ou autorizou o assassinato das outras duas vítimas, como sustenta o Ministério Público.

A defesa ainda questionou a narrativa da acusação, dizendo ser improvável que “dois humildes agricultores”, como descreveu os réus, fossem capazes de planejar um crime tão sofisticado que até hoje impede a identificação dos executores. Para a advogada, isso reforça que Fernanda não tinha condições de controlar o resultado final.

Com isso, Andrea Tavares pediu o afastamento das qualificadoras e a absolvição de Fernanda pelos homicídios de Alessandro e Kétlin, argumentando que ela não pode responder por algo que não determinou.

O Ministério Público, porém, rebateu afirmando que Fernanda tinha pleno domínio do fato, que participou do planejamento e que assumiu o risco de todos os resultados ao mandar matar. Para o MP, a versão da defesa não afasta a responsabilidade da ré pelo triplo homicídio.

O clima no plenário foi de tensão, com defesa e acusação apresentando versões totalmente opostas ddiane do conselho de sentença.

Na sequência ainda sera aberto espaço para a defesa de Claudiomir e apos para réplica e tréplica e a sentenca deve ser anunciada ainda na noite desta sexta-feira.