Segundo apurado pela DHPP, a filha de Joceli realizou um pagamento parcial do bem e em razão da dívida passou a ser pressionada pelo réu para que pagasse o restante gerando um conflito de interesse que fez com que ela devolvesse o celular a Zoreia, entretanto o acusado pela morte de Joceli não devolveu o dinheiro que ela já havia dado em pagamento.
Esse fato gerou um desentendimento entre a vítima e Zoreia, sendo que o réu foi a casa de Joceli para pressiona-lo dizendo que não devolveria o dinheiro por que ele pertencia a Andi, que a época era conhecido no bairro como “chefe do tráfico de drogas”. Joceli por sua vez teria afirmado que eles seriam uns “coitados” e que “não tinha medo deles” estabelecendo um verdadeiro conflito da vítima com Anderson e Fabrício.
Após essa discussão, na madrugada do crime, Zoreia e Andi foram a casa de Joceli, ambos armados e ordenaram que a família se mudasse do bairro até o dia seguinte, caso contrário iriam matar a todos. Na sequência, Anderson e Fabrício encontraram a vítima em via publica e quando Joceli parou seu veículo, eles o atacaram realizando vários disparos contra ele.
Joceli foi socorrido mas não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito.
O que disseram os acusados
Zoreia em depoimento contou sobre a negociação do celular, mas negou que tenha pressionado a vítima ou sua filha para fazer o pagamento ou devolver o celular. Ele alegou que na noite do crime teve sua residência invadida pela vítima que usando um revolver teria lhe agredido e ameaçado. Quando decidiu sair de casa contou que teria sido perseguido novamente e que entrou em luta corporal com Joceli, desarmando-o e atirado contra o mesmo. Em seguida ele teria fugido do local.
Ambos chegaram a ser presos pelo crime.
O Júri
A sessão do júri que aconteceu no Fórum de Passo Fundo foi presidida pela Dra. Rosali Terezinha Chiamenti Libardi. Pelo Ministério Público atuou o Promotor de Justiça Dr. Valério Cogo e a defesa dos réus foi feita pela Defensora Pública Dra. Daniela Covatti.