Chacina da Cohab: Réu Luciano “Costinha” nega participação na chacina e afirma ser vítima de armação
Após a oitiva das testemunhas, o réu Luciano Costa dos Santos, o “Costinha”, prestou depoimento nesta quinta-feira (11) no primeiro dia do julgamento da chacina ocorrida em 2020.
Ele iniciou fazendo um relato pessoal, respondeu às perguntas do juiz e, em seguida, passou a responder os questionamentos do Ministério Público. Costinha declarou que mantinha contato com Claudiomiro Rizotto, a quem, segundo ele, foi contratado para investigar um suposto caso de adultério entre Eleandro Roso e Dienifer Padia.
O acusado relatou que, em uma das conversas, percebeu a intenção de Claudiomiro em matar Dienifer. Afirmou, porém, que nunca conversou e não conhece Eleandro nem Fernanda Rizotto, ambos também acusados de participação no crime.
Costinha admitiu que chegou a extorquir Claudiomiro, “até que o dinheiro acabasse”, mas negou ter criado o perfil falso utilizado para atrair os executores até a casa das vítimas. Também rejeitou a acusação de que teria contratado ou participado da execução, reforçando:
> “Não matei ninguém e não contratei os executores do crime.”
Sobre o artefato explosivo apreendido com ele na época da prisão, afirmou que o material não era seu e responsabilizou outra pessoa.
O réu ainda disse que, em sua segunda prisão, foi-lhe oferecida delação premiada, mas recusou por “não ter o que dizer” e reafirmou ser inocente.
Ao se dirigir aos jurados, Costinha insistiu que caiu em uma armação e que muitas das versões apresentadas no julgamento seriam “mentiras criadas”. Declarou ser um trabalhador, de ficha limpa, e encerrou pedindo absolvição:
> “Gostaria de ser absolvido. Eu sou inocente. Peço justiça.”