Chacina da Cohab: júri avança para o segundo dia com expectativa de sentença à noite
Começou nesta sexta-feira (14) o segundo dia do júri dos irmãos Fernanda e Claudiomir Rizotto, acusados de triplo homicídio triplamente qualificado no caso que ficou conhecido como Chacina da Cohab, em Passo Fundo.
No primeiro dia, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além dos dois réus. Fernanda e Claudiomir decidiram não responder às perguntas do Ministério Público, aumentando o peso dos debates desta sexta.
Os debates começaram com a fala do promotor Leonardo Giardin de Souza. Por volta das 11h, o promotor Valério Cogo iniciou sua manifestação, reforçando os argumentos da acusação. O MP e o assistente de acusação, advogado Gustavo da Luz, têm duas horas e meia para suas sustentações.
Depois disso, as defesas de Claudiomiro e Fernanda terão duas horas e meia no total. Em seguida, ainda estão previstas réplica do MP (2h) e tréplica da defesa (2h), podendo somar até nove horas de debates.
A sentença deve sair até o início da noite.
Nesta etapa foi apresentado pelo promotor Leonardo Giardin de Souza o depoimento do filho de Diênifer, colhido por escuta especializada. A criança relatou o que viu na noite do crime — foi ela quem procurou um vizinho para pedir ajuda. Segundo o relato, Diênifer teria sido atacada primeiro; Kétlyn chorava em um canto e Alessandro não reagia.
O promotor afirmou ainda que os executores estariam sendo protegidos por pessoas que conhecem suas identidades. Também foram exibidas mensagens extraídas do celular de Fernanda.
A acusação segue usando seu tempo para convencer os jurados a cerca de sua tese.