Skip to content

Justiça

Chacina da Cohab I: acusado de ser mandante vai a júri na próxima semana 

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Acontece na próxima semana, o julgamento de um dos casos mais marcantes de Passo Fundo: a chacina no Bairro Cohab. Dienefer Pádia, Alessandro dos Santos e ketlin Pádia foram mortos asfixiados com engasga gato na casa onde residiam.

Vai a júri popular, no dia 16/11, Eleandro Roso, acusado de ser um dos mandantes do triplo homicídio.

SOBRE O CRIME

Vítimas da chacina

A investigação da polícia apurou que Dienifer trabalhou em uma propriedade rural, em Casca, e teve uma relação extraconjugal com seu patrão, Eleandro, que é casado. Na relação, Dienifer engravidou do homem, porém escondeu que estava grávida e depois teria iniciado chantagens contra o ex-chefe.

Através dessas informações, a Polícia Civil concluiu que Eleandro, a esposa dele e o cunhado planejaram matar a ex-funcionária, por estarem sendo extorquidos.

Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime: O ex-patrão de Dienefer, a mulher dele Fernanda Rizzotto, e o irmão dela Claudiomir Rizzotto que foram apontados como mandantes. Ainda, Luciano Costa dos Santos, ex-pm e a mulher dele, Monalisa Kich Anunciação que foram contratados para matar. Os dois contratados terceirizaram o trabalho e contrataram dois matadores, que até hoje não foram identificados.

Irmãos foragidos

Os irmãos estão foragidos e a mulher do ex-pm responde o processo em liberdade.

O PLANEJAMENTO DA EXECUÇÃO

Segundo a Polícia Civil, a mulher do ex-pm comprou um celular da vítima, via internet. Ela foi até a residência buscar o aparelho, acompanhada de um taxista e efetuou registros fotográficos dentro da residência.

A morte aconteceu quando a vítima receberia supostos interessados em uma estante, também anunciada pela internet. Até hoje os dois não foram identificados.

De acordo com informações divulgadas pela Delegacia de Homicídios na época dos fatos, Alessandro e sua filha, Ketlin Padia não eram alvos da execução. Os criminosos entraram na casa com o objetivo de matar Dienifer, mas os dois também acabaram mortos pelos executores.

O JULGAMENTO

Eleandro Roso

Com data marcada para a próxima quarta-feira (16), Eleandro Roso senta no banco dos réus às 8h e só sairá de lá após o veredito final.

De um lado, a família das vítimas que espera a condenação do réu. No outro, Eleandro, que diz ser inocente, ressaltando que a única coisa que teria feito de errado foi ter Dienifer como amante.

Os sete jurados da comunidade terão, nojulgamento, o peso de uma condenação ou absolvição importante em suas mãos.

Eleandro realmente foi um dos mandantes? Onde estão os irmãos Fernanda e Claudiomir? Quem o ex-pm contratou para matar a família?

Essas são algumas, das diversas dúvidas que a comunidade passo-fundense quer que seja respondida o mais breve possível.

A chacina da Cohab: três mortos, dois presos, dois foragidos e dois nunca identificados.

MUTIRÃO DEVE REALIZAR 115 JÚRIS ATÉ O FINAL DO ANO

 Um regime de mutirão foi adotado pela Vara do Júri de Passo Fundo desde fevereiro deste ano. O mutirão tem como objetivo dar mais rapidez aos processos.

A Juíza de Direito, Rosali Terezinha Chiamenti Libardi, juntamente com a equipe da Vara do Júri, organizou a agenda para que seja realizado uma semana de mutirão por mês, onde são agendados dois júris por dia, um pela manhã e outro à tarde, de segunda à quinta-feira.

Nas outras semanas, são designados dois júris, nas terças e quintas-feiras, onde são agendados os casos mais complexos.

De acordo com informações, até o final deste ano, o plenário terá sido palco de ao menos 115 julgamentos, abrangendo Passo Fundo, Pontão, Ernestina, Mato Castelhano e Coxilha.