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Justiça

Chacina da Cohab: advogada de mulher envolvida diz que pessoas merecem a verdade

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A Polícia Civil, no final da última segunda-feira, 14, em uma ação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Passo Fundo, coordenada pela delegada Daniela de Oliveira Mineto, com apoio das DPs de Marau, São Francisco de Paula e Caxias do Sul, localizou o esconderijo do casal de irmãos apontados como mandantes da Chacina da Cohab, ocorrida em 2020. A dupla foi encontrada em uma propriedade rural de difícil acesso no interior de São Francisco de Paula, na região de Gramado-RS. Policiais civis cercaram o local e conseguiram capturar Fernanda Rizotto, de 46 anos. Seu irmão, Claudiomiro Rizotto, conseguiu fugir para o mato.

A presa foi inicialmente conduzida à DPPA de Caxias do Sul e depois transferida para Passo Fundo, onde, no dia 16, participou de uma audiência de custódia no fórum local. Com um forte esquema de segurança, a mulher prestou depoimento e, em seguida, foi levada para um presídio, cujo nome não foi revelado por questões de segurança.

A Uirapuru conversou com a advogada Adreia Tavares, que defende Fernanda Rizotto e integra o escritório do advogado criminalista Jabs Paim Bandeira. A advogada explicou que sua cliente não estava com prisão em flagrante, mas sim com uma preventiva decretada há quatro anos. A audiência de custódia serviu para verificar se ela estava machucada e se a abordagem no momento da prisão foi correta. Foi cogitada a possibilidade de uma tornozeleira para Fernanda, mas ela decidiu que o melhor, agora, não seria essa alternativa.

A advogada foi direta ao afirmar que o processo, com a captura de Fernanda, ganha outra proporção. Ela mencionou que há situações que ainda não foram esclarecidas e que isso terá a oportunidade de ser feito. Questionada sobre o fato de a mulher ter inocentado seu marido e se ela admitia sua participação como mandante, a advogada explicou que, neste primeiro momento, a prioridade foi verificar a situação inicial de Fernanda. Informou que detalhes não serão divulgados agora, mas adiantou que haverá uma mudança a ser comunicada em breve e afirmou que as pessoas merecem a verdade. Ela também disse que Fernanda estava cansada de fugir, sofria muito e não tinha antecedentes criminais.

Questionada também sobre qual seria sua recomendação profissional para o irmão de Fernanda, Claudiomiro Rizotto, que está foragido, a advogada afirmou que é melhor ele se apresentar ao processo e falar a verdade, com orientação profissional e dentro da legalidade.

O criminalista Jabs Paim Bandeira disse que, no momento, ainda não há elementos suficientes para julgar o mérito da questão. No entanto, avaliou que, se tivesse acompanhado o caso desde o início, Fernanda poderia responder em liberdade, e não agora sendo presa.