Caso Patrick: homem que espancou jovem é condenado a mais de cinco anos de prisão
Na tarde desta terça-feira (08) ocorreu o Júri do Caso Patrick, no Fórum de Passo Fundo. O Tribunal ouviu seis testemunhas e o réu acusado de espancar Patrick André Barbosa, na noite do dia 17 de junho de 2012. Carlos César Fachini foi indiciado por tentativa de homicídio contra Patrick. Após as oitivas houveram os debates entre acusação e defesa e o Júri se encerrou por volta das 17h20min.
O conselho de sentença, formado por sete jurados decidiu pela condenação do réu Carlos César Fachini. Ele foi condenado a uma pena de cinco anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime fechado. Como o réu pode responder todo o processo em liberdade, a juíza concedeu o direito dele recorrer da sentença em liberdade também.
Em entrevista na Uirapuru, a defesa do réu, formada por advogados do escritório Jabs Paim Bandeira, afirmara que irão recorrer da sentença e pedir uma nova anulação do Júri, por entender que o Ministério Público influenciou na decisão dos jurados ao mencionar a condenação do júri anterior.
Relembre o caso
Patrick André Barbosa, na época com 19 anos, ficou de cadeira de rodas em 2012, após ser agredido em uma briga. A denúncia apontava que Carlos César Fachini foi o autor das agressões.
Segundo o relato da família à imprensa na época, o jovem, seu irmão e outros amigos participavam de uma festa na casa da filha do acusado. Uma briga teria iniciado e o homem, que era PM da ativa, tentou apartá-la, mas acabou por agredir os dois irmãos. Um dos jovens teria levado vários socos na cabeça. Eles foram socorridos por um amigos que os levaram para casa. Quando chegaram em casa, Patrick caiu no chão alegando muitas dores de cabeça. Ele foi levado ao hospital, onde perdeu a consciência logo que chegou. O rapaz precisou ser entubado e levado ao bloco cirúrgico, onde sofreu uma cirurgia de crânio.
Para a polícia, Carlos César Fachini, de 43 anos na época, negou ter sido o autor da agressão e afirmou que houve uma briga generalizada.
Patrick ficou em coma e precisou permanecer no hospital por quatro meses, entre UTI e quarto. Com o passar do tempo, ele não conseguiu voltar com suas atividades normais, tendo afundamento de crânio e ficando com deficiências que as colocaram em uma cadeira de rodas.