Skip to content

Justiça

Caso Nelci: família espera há oito anos pela condenação do líder comunitário Pila do Povo em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
PILA DO POVO

A Rádio Uirapuru mais uma vez traz à tona o Caso Nelci Terezinha do Nascimento, a ex-companheira do líder comunitário, Antônio dos Santos Nascimento, o Pila do Povo.
A diarista, de 50 anos, foi executada com quatro tiros de pistola na cabeça no início da tarde do dia 10 de Julho de 2014. O crime ocorreu quando a vítima chegava em casa na rua A, quadra B, no bairro Núcleo dos Ferroviários, nos fundos da Prefeitura de Passo Fundo.

Testemunhas contaram à polícia que a vítima entrava no pátio de casa momento em que foi surpreendida por um homem encapuzado. Ele se aproximou e sem nada dizer atirou à queima-roupa fugindo em seguida. Nelci morreu a poucos metros da porta da residência. Os Bombeiros foram chamados, mas os atendentes constataram que diarista já estava sem vida.

Os policiais da Delegacia de Homicídios iniciaram as diligências e após cinco meses de trabalho intenso, conseguiram identificar os envolvidos no bárbaro crime, sendo o Pila do Povo apontado como mandante, o Jeferson Tiago Monteiro, vulgo “Ciganinho”, de 29 anos, e um adolescente de 16 anos de idade na época.

A motivação do crime seria a divisão de bens, devido Pila do Povo ter perdido o processo judicial de separação do casamento.

As investigações comprovaram que o adolescente foi quem efetuou os disparos e que foi levado até o local do crime na carona de uma motocicleta conduzida pelo Ciganinho, a mando do ex-marido que pagaria 10 mil reais pelo serviço.

Pila do Povo chegou ser preso, mas em poucos meses foi solto e está em liberdade sem data para julgamento. Ciganinho cometeu outros crimes e foi preso por último no dia 28 de janeiro de 2022 pela DRACO por sequestro relâmpago. Já o adolescente se envolveu em uma troca de tiros e está paraplégico.

A reportagem policial da Rádio Uirapuru entrou em contato com o filho da dona Nelci e do Pila do Povo, Ricardo Sachetti. O filho disse que espera por Justiça e aguarda que o julgamento ocorra o mais breve possível.

“Eu não tenho raiva, eu quero que a Justiça seja feita e ele seja punido pelo que fez”, desabafou o filho do casal, que informou não possuir nenhum tipo de contato com o pai desde a separação de seus pais.