Caso Natan: júri dos acusados pela morte do jovem ocorre nesta segunda-feira em Passo Fundo
Acontece nesta segunda-feira (06) o júri do Caso Natan Renz que foi morto brutalmente em Passo Fundo durante a comemoração de um título do grêmio. O julgamento leva a Júri Popular três acusados pela morte do jovem passo-fundense.
Natan Regis dos Santos Renz, de 18 anos, foi baleado na cabeça durante as comemorações da vitória do Grêmio pela Libertadores em 2017. O fato ocorreu na Rua General Neto, Centro de Passo Fundo.
A vítima estava acompanhada de um grupo de amigos quando foram surpreendidos pelo ex-namorado de uma das meninas. O acusado, identificado como Mairos de Oliveira Lopes, de 24 anos, sacou um revólver e efetuou quatro tiros, atingindo Natan na testa.
As investigações feitas pelos agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Desaparecidos da Polícia Civil resultaram na identificação dos demais envolvidos, sendo: Mairos de Oliveira Lopes, de 24 anos, Jean Francisco Pés Dalaflora, vulgo “Birinha” de 26 anos, o Marcio de Oliveira da Silva, conhecido como “Maninho” de 36 anos, além de um adolescente de 16 anos de idade.
Os acusados ficaram foragidos, mas foram capturados e presos.
FAMÍLIA CLAMA POR JUSTIÇA

A família de Natan decidiu sair da cidade e morar em outro lugar, pela tamanha dor sofrida nos últimos anos. Segundo a advogada Andreia Tavares (Escritório Jabs Paim Bandeira), a família retornou pela primeira vez a cidade apenas para comparecer no julgamento dos réus. “Eles estão abalados e revivendo o triste momento”, disse.
Ainda em 2017, familiares e amigos do jovem Natan dos Santos Renz, realizaram um protesto pedindo justiça pela morte do jovem.
A mãe do Natan comentou à Rádio Uirapuru que “ele era um filho maravilhoso e amado por todos, e deixou um vazio enorme em toda família. Infelizmente, não só ele foi assassinado, como toda a sua família.”
A assistência de acusação, representada pelo Escritório Jabs Paim Bandeira, destacou que espera que a Justiça seja feita. A advogada Andreia Tavares frisou que existem imagens e depoimentos que provam a participação dos réus.
O advogado Gustavo da Luz, que trabalha na defesa de Mairos e Márcio, relatou à Uirapuru que no júri ” a defesa vai esclarecer alguns pontos ainda não esclarecidos sobre o caso para que os jurados possam entender o fato e a justiça possa ser feita da melhor forma possível”
O Juiz Alan Peixoto de Oliveira entendeu que Jean Francisco não teve participação alguma no crime. O Ministério público recorreu, mas tribunal de Justiça manteve a decisão do Juiz Peixoto.
O JULGAMENTO
O júri está marcado para esta segunda-feira (06) a partir dás 9h, com o sorteio dos jurados, o depoimento das testemunhas, dos réus e posteriormente os debates entre o Ministério Público e a assistência de acusação com as defesas dos réus.