Candidato para a OAB, Paulo Petri quer mais transparência e democracia na entidade
O candidato para presidir a OAB do Rio Grande do Sul, da Chapa OAB em Frente, Paulo Petri, participou de uma entrevista na Uirapuru durante esta semana.
Falando na emissora, contou que o movimento de oposição busca resgatar a advocacia em um momento de fragilidade. Falou que a OAB tem administração do mesmo grupo há 12 anos e deseja discutir a participação na crise democrática. Um exemplo é a questão da reforma trabalhista, que a OAB assistiu de forma parada sem nenhuma atitude.
Também não se sabe como funciona a democracia interna da entidade, nem como são tomadas as decisões. Petri afirmou que a transparência é ideal, questionando que não sabemos como é gasto o valor de 104 milhões de orçamentos.
Uma das bases de seu projeto é a transformação pela qual a sociedade está passando. Ele afirma que a OAB necessita que as mulheres estejam engajadas, que o Conselho tenha participação igualitária e que a comunidade LGBT também precisa ser representada.
O candidato ainda falou sobre as principais deficiências das Faculdades de Direito nos dias atuais, pois dos 120 mil inscritos na OAB, 100 mil reprovaram.
Petri afirma que montar um curso jurídico é relativamente simples. Diferente da medicina, a montagem é focada nos recursos humanos e na boa biblioteca, o que permitiu que muitos recursos de baixa qualidade foram criados.
A eleição para presidir a OAB do Rio Grande do Sul é dia 30 de novembro.