Astrologia além do horóscopo: entenda como o mapa astral pode revelar padrões da psique
Por que tanta gente se identifica com seu signo? O que o horário de nascimento pode revelar sobre sua personalidade, sua saúde ou até suas escolhas na vida? A astrologia, tema que desperta fascínio e ceticismo em igual medida, foi o assunto da edição mais recente do programa Emoção, Afeto e Comportamento, da Rádio Uirapuru. A convite do psiquiatra Érico Hecktheuer, o astrólogo Voltaire Dandreaux Silva participou da atração para explicar como astrologia, numerologia e psicologia junguiana se conectam — e por que essas práticas milenares continuam tão populares e atuais. Ao longo da conversa, Voltaire revelou curiosidades, dados históricos e exemplos que desafiam o senso comum e instigam até os mais céticos.
Durante a entrevista, Voltaire destacou que a astrologia vai muito além dos horóscopos superficiais encontrados em revistas e sites de entretenimento. Segundo ele, trata-se de uma linguagem simbólica que ajuda a compreender padrões da psique humana, funcionando como uma ferramenta de autoconhecimento. “Não se trata de prever o futuro como se fosse uma sentença. É uma forma de entender tendências e desenvolver consciência sobre quem somos e como agimos”, explicou.
Com formação em Psicologia e mestrado em Educação, Voltaire alia a astrologia à psicologia analítica de Carl Jung. Para ele, os mapas astrais funcionam como “retratos simbólicos” do momento do nascimento — e revelam potenciais, desafios e aspectos inconscientes da personalidade. “Jung dizia que o inconsciente se expressa em símbolos. A astrologia fala essa linguagem desde tempos antigos”, afirmou.
Entre os exemplos citados, o astrólogo lembrou que a posição de Saturno no mapa astral costuma apontar áreas da vida que exigem esforço, maturidade e disciplina. Já Vênus pode indicar como cada pessoa vivencia o amor e a estética. “Não há fórmulas prontas. Cada mapa é único, como uma impressão digital cósmica”, disse.
A conversa também abordou o uso ético da astrologia, especialmente no que diz respeito a diagnósticos ou conselhos deterministas. Voltaire reforçou que a prática não deve substituir tratamentos médicos ou psicológicos, mas pode ser complementar, especialmente quando integrada a outras abordagens do cuidado emocional. “A astrologia não é uma religião, nem uma ciência exata. Mas é uma linguagem milenar que continua fazendo sentido porque fala de algo muito profundo: a busca humana por sentido e por pertencimento”, concluiu.