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Comportamento

Emoção, Afeto e Comportamento: gentileza é o principal quesito para etiqueta social e profissional, afirma especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Pequenas atitudes e modificações no comportamento podem ter grande impacto na vida de quem quer aprender a bem atender e ter relacionamentos sociais e profissionais bem-sucedidos. Esse foi o tema do último programa Emoção, Afeto e Comportamento, que vai ao ar semanalmente pela Rádio Uirapuru. Apresentado pelo médico psiquiatra Érico Hecktheurer, o programa debateu etiqueta nos relacionamentos. Para isso a convidada foi Beatriz Fragomeni, que é publicitária, especialista em gestão estratégica de marketing e ministra cursos de etiqueta.

De acordo com Beatriz, a principal regra é a gentileza. Para ela, uma pessoa que atende ou se comunica de forma gentil está a um passo da sofisticação, que é o que prega a etiqueta profissional. Ela lembra que é importante saber como se comportar em todos os momentos. Na vida profissional, por exemplo, comentou sobre pessoas que ocupam cargos de chefia e cobram que seus colaboradores coloquem em prática um atendimento sofisticado, mas elas próprias não o exercem. Esse comportamento, segundo Beatriz, tem muito de como a própria pessoa se enxerga.

Ela lembra que uma pessoa que tem afetividade consigo mesma terá isso refletido na forma como trata os outros. Por isso, considera que a etiqueta tem um papel humanizador em todas as relações, sejam profissionais ou pessoais.

Para ambos atitudes do dia a dia já refletem o comportamento social. Por isso, Hecktheuer sugere uma autoavaliação. Ele ressalta que o respeito deve estar na base de tudo. Para Beatriz, um dos entraves para uma mudança nos comportamentos é a pressa, que lembrou ser o mau do século. Ela avalia que as pessoas estão aceleradas demais no seu cotidiano e, por isso, acabam esquecendo conceitos como o de boa vizinhança. De acordo com ela, nunca antes a etiqueta profissional foi tão necessária.

“Eu diria que hoje, as práticas são fundamentais em qualquer setor que estivermos analisando, especialmente para cargos mais sofisticados, de gerência para cima, aonde os Rhs estão tendo dificuldade de enquadrar as pessoas porque, às vezes, elas têm um conhecimento técnico muito bom e tem dificuldade de sentar na mesa numa reunião com outros profissionais”, avalia.

Saber como se comportar nos diversos momentos do dia a dia, segundo Beatriz, pode até mesmo causar prejuízos para os negócios. Isso, porque uma pessoa que se porta mal em uma reunião ou evento está atrapalhando a imagem da empresa que representa. Ela lembra ainda que o ambiente familiar contribui muito, pois uma pessoa que já dentro da família observa atitudes gentis têm maior chance de reproduzi-las ao longo de sua vida.