Advogado da família do Sargento Lorivan afirma haver uma quarta pessoa envolvida no assassinato
O caso envolvendo o assassinato do sargento da reserva da Brigada Militar, Lorivan Antônio de Matos, de 55 anos , segue com novos desdobramentos. Inicialmente tratado como um assalto, onde ele e o então conhecido e parceiro de negócios Rodrigo Flávio Domingues ( teriam sido rendidos e levados a um mato, o caso evoluiu para um assassinato. Quem confessou ter matado o sargento foi Rodrigo, indicando o local onde o corpo estava enterrado.
O crime foi confirmado e após alguns dias em liberdade, Rodrigo se apresentou na policia em Carazinho e foi preso. Algumas horas depois seu filho Wellington Gabriel Domingues, de 26 anos, também se apresentou e foi preso.Já o pedreiro que trabalhava para Rodrigo foi localizado e preso pela polícia. A polícia disse que os três tiveram envolvimento direto na morte do sargento e a motivação seria uma dívida de Rodrigo para com Lorivan. Na manhã desta terça-feira (22) a Uirapuru acompanhou uma coletiva de imprensa no escritório do Dr. Jabs Paim Bandeira, que representa a família do sargento Lorivan e é assistente de acusação.
Jabs explicou que os próximos passos estão a cargo da Polícia Civil que seguem investigando e trazendo detalhes. Jabs disse que, pelas informações recebidas a ele, há um quarto envolvido no crime. A investigação está em andamento e poderá apresentar quem é esta quarta pessoa. Jabs afirma que o sargento estava armado, era experiente e não seria uma presa fácil para qualquer um. O Dr. Jabs finalizou dizendo que o crime foi bárbaro, com Lorivan sendo morto de forma covarde, tendo pernas quebradas e o corpo incendiado depois. Para ele, os responsáveis vão responder por um crime duplo ou triplamente qualificado, tendo julgamento em júri popular.
A Uirapuru conversou também com a nora de Lorivan, Jaqueline Pieri. Ela disse que a família quer prisão e que os responsáveis fiquem de fato presos. Muitas pessoas nas redes sociais pedem, em revolta, pena de morte, mas a família não quer isso. Morrer é algo pouco e rápido. A família quer que os envolvidos não saiam da cadeia em poucos anos. Isso não vai trazer Lorivan de volta, mas servirá para um pouco de alento. Disse não ser justo que, após prisões, envolvidos saiam e sigam para suas famílias, levando uma vida normal, enquanto eles não tem mais a presença de Lorivan.