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Justiça

Acusados de assassinato em reserva indígena começam a ser ouvidos pelo Júri em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Júri que acontece em Passo Fundo, no salão de eventos da IMED, e julga dez indígenas acusados de um homicídio, porte de arma e duas tentativas de homicídio na Reserva do Votouro, em Benjamin Constant, entra hoje em seu terceiro dia. Ontem o júri deu um passo importante e chegou na fase dos depoimentos dos acusados.

 

No segundo dia de julgamento (23) , após a abertura dos trabalhos, foi ouvida a última testemunha de acusação e iniciada a oitiva das testemunhas de defesa. A defesa optou por ouvir apenas duas testemunhas e desistiu de inquirir outras seis, sendo que duas delas não estavam presentes.

 

Após o intervalo para o almoço e antes do início dos interrogatórios dos réus, as defesas requereram a realização de uma acareação entre uma das vítimas e uma das testemunhas de acusação, as quais estavam incomunicáveis. Realizada a acareação pela Juíza Federal Presidente, dispensados os depoentes, foram iniciados os interrogatórios.

Após prestados os depoimentos por três acusados, a sessão foi suspensa e será retomada hoje (24) a partir das 8hs.

O júri é promovido pela 3ª Vara Federal de Passo Fundo e ocorre na IMED. Nove dos dez réus ainda respondem por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Os trabalhos estão sendo presididos pela juíza Priscilla Pinto de Azevedo . Autor da ação, o Ministério Público Federal (MPF) narrou que os crimes ocorreram no interior da Terra Indígena de Vontouro, no dia 8 de março de 2018.

 

 

O MPF denunciou que, a mando do vice-cacique, os outros nove réus, integrantes da ‘polícia indígena’ e portando espingardas, foram até a casa do meio-irmão do vice-cacique, com quem aquele tinha inimizade, e atiraram várias vezes nas pessoas que se encontravam no local.  Os disparos atingiram um indígena, o matando na hora, sendo a vítima identificada como Vitor Hugo dos Santos Refey. Restaram feridos também no ataque o Welinton dos Santos Refey e Cleomar Francisco Rei