Acusada de matar companheira está sendo julgada pela segunda vez em Passo Fundo
Uma mulher acusada de ter matado a companheira no ano de 2022 está sendo julgada nesta terça-feira, 17, em Passo Fundo. HÉLEN DOS SANTOS está sentada no banco dos réus respondendo pela morte de VIVIANE DE OLIVEIRA FAVERO. O crime ocorreu na Rua Adão da Silveira, bairro Planaltina no dia 05 de junho de 2022.
HÉLEN DOS SANTOS já havia sido julgada pelo mesmo fato em novembro de 2023 tendo sido condenada a 19 anos de reclusão, porém a defesa ingressou com recurso e a justiça determinou um novo julgamento.
O Crime
No dia 05 de junho de 2022, por volta da 01h, na Rua Adão da Silveira, em Passo
Fundo/RS, HÉLEN DOS SANTOS, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher, matou VIVIANE DE OLIVEIRA FAVERO, sua convivente, mediante disparos, atingindo-a com “4 projetis de arma de fogo, que provocaram ruptura de vasos sanguíneos e consequentemente choque hipovolêmico, causa imediata do óbito”, conforme o laudo pericial.
Na ocasião, a denunciada desferiu pelo menos quatro disparos de arma de fogo na vítima, atingindo-a no tórax, no abdômen e nas costas. Ato contínuo, a denunciada fugiu do local portando a arma de fogo, deixando a vítima gravemente ferida. A vítima foi encaminhada a atendimento médico-hospitalar, mas faleceu logo depois.
De acordo com a denúncia do MP o crime foi perpetrado por motivo torpe, pois a denunciada demonstrava sentimento de posse em relação à vítima e pretensão de se assenhorar de sua liberdade amorosa.
Conforme a denúncia o delito foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois a denunciada, após discussão meramente verbal entre ambas, armou-se e foi ao encontro dela, desferindo-lhe diversos disparos de arma de fogo de inopino, surpreendendo-a no automóvel, em frente à residência, quando não esperava ser atacada dessa forma e não podia reagir eficazmente à agressão.
O crime, ainda, foi praticado contra mulher, por razões da condição de sexo feminino, uma vez que a denunciada e a vítima mantinham relação íntima de afeto e que o delito foi cometido no âmbito da unidade doméstica.
O Júri segue em andamento e o repórter do Tribunal, Jornalista Leandro Vesoloski acompanha a sessão atualizando as informações no FM 1025 e em rduirapuru.com.br