Hotel Romanttei, em Mato Castelhano, será demolido após determinação judicial
A Justiça Federal estabeleceu um prazo de 60 dias, contado a partir da intimação — já realizada — para que seja feita a demolição ou retirada de parte do Hotel Romanttei, localizado em Mato Castelhano. O imóvel está situado dentro da faixa de domínio, no quilômetro 273 da BR-285. A decisão foi proferida pelo juiz federal substituto Fernando Antônio Gaitkoski e já não admite mais recursos.
O processo, iniciado há 13 anos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), havia sido julgado em dezembro de 2018 pela Justiça Federal de Passo Fundo. A proprietária, Marinês Roman Mattei, chegou a recorrer, mas o entendimento foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a decisão, a construção ocupa uma área de 35 metros dentro da faixa de domínio, sendo que 15 metros estão em área onde não é permitida edificação. Conforme o DNIT a proprietária pode optar entre providenciar a demolição ou deixar que o órgão faça e após cobra o custo da operação.
Inaugurado em 2013, o Hotel Romanttei — nome formado pela união dos sobrenomes Roman e Mattei — conta com 16 quartos, estacionamento com capacidade para 40 veículos, além de um restaurante amplo na parte frontal e uma cafeteria localizada na lateral. O empreendimento ocupa quatro terrenos e teve investimento estimado em cerca de R$ 2,5 milhões na época.
Crime no local chamou atenção no estado
Em julho de 2025, o hotel foi destaque em todo o estado após um assalto ocorrido no interior do estabelecimento, que resultou em um duplo homicídio. Na ocasião, dois professores da Universidade Federal de Santa Maria foram mortos. Fabiano Oliveira Fortes, de 46 anos, e Felipe Turchetto, de 35, atuavam no Departamento de Ciências Florestais, vinculado ao Centro de Ciências Rurais da UFSM.
As vítimas chegaram ao local acompanhadas de um terceiro professor e de um grupo de 15 estudantes, quando ocorreu o crime. O grupo realizaria uma visita à Floresta Nacional, em Mato Castelhano. Fabiano e Felipe foram atingidos por disparos na cabeça.
O delegado titular da Draco, Venícius Demartini, responsável pela investigação, informou que o caso segue em apuração, mas até o momento não há novidades. Conforme ele, no início das investigações chegaram a ser realizadas prisões temporárias de suspeitos, porém as detenções não se mantiveram no decorrer do processo.