Abertura nacional da semeadura da canola projeta crescimento de mais de 60% da cultura no RS
A abertura nacional da semeadura da canola foi realizada nesta quarta-feira (11) na Expodireto Cotrijal, no Auditório da Produção, reunindo produtores, cooperativas, empresas e representantes da cadeia produtiva da cultura. O evento marcou um momento considerado histórico para o setor, diante do crescimento da canola no Rio Grande do Sul.
De acordo com o presidente da Abrascanola, Vantuir Scarantti, a cultura vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras gaúchas, principalmente por representar uma alternativa econômica importante para os produtores durante o inverno.
Segundo ele, além de contribuir para o sistema de rotação de culturas, a canola também se destaca pela geração de renda em um período do ano em que o produtor busca alternativas para manter a rentabilidade da propriedade.
“A canola hoje é uma cultura importante dentro do sistema de produção. Além de contribuir para a rotação de culturas, ela proporciona renda ao produtor, especialmente nos meses de novembro e dezembro. É uma cultura que veio para ficar e que deve ampliar cada vez mais sua presença no Estado”, destacou.
A expectativa para a próxima safra é de forte crescimento da área cultivada. Conforme a Abrascanola, a projeção é de um aumento superior a 60% na área plantada no Rio Grande do Sul, podendo alcançar cerca de 380 mil hectares.
Outro fator que tem estimulado o investimento dos produtores na cultura é a rentabilidade. De acordo com Scarantti, mesmo com custos de implantação relativamente baixos, a canola tem apresentado bons resultados econômicos nas propriedades rurais.
Em relação às condições climáticas, a expectativa é de um ano considerado neutro, com algumas características associadas ao fenômeno La Niña. Ainda assim, segundo o presidente da entidade, a cultura costuma apresentar bom desempenho mesmo em cenários climáticos desafiadores.
Além do mercado de alimentos, a canola também possui forte ligação com a cadeia de biocombustíveis. O óleo extraído do grão é utilizado principalmente para consumo humano, enquanto o farelo é destinado à nutrição animal, atendendo setores como a bovinocultura, suinocultura e avicultura.
Já o excedente do óleo pode ser direcionado à produção de biocombustíveis ou à exportação, ampliando as oportunidades de mercado para a cultura.
Nesse contexto, a presença de empresas do setor de biocombustíveis na região, como a Be8, também fortalece a cadeia produtiva, ampliando a demanda pelo produto e estimulando a expansão da área cultivada no Estado.