Jurista avalia como benéfica obrigação de INSS oferecer exames complementares gratuitos para benefícios previdenciários
Os segurados da Previdência Social não vão mais precisar pagar os exames complementares ou pareceres especializados solicitados por peritos médicos do INSS para a concessão de benefícios previdenciários ou assistenciais. A medida vale para a concessão inicial, renovação ou restabelecimentos de benefícios.
A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que condenou o INSS a disponibilizar gratuitamente e integralmente exames complementares e pareceres especializados. Ela decorre de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal de Santa Catarina.
Hoje o médico perito do INSS faz esse tipo de solicitação somente quando entende que falta determinado exame, como ressonância e tomografia, para definir a incapacidade ou o grau da incapacidade do benefício.
Em entrevista à Uirapuru, o advogado previdenciário Diego Portella explicou que é uma vantagem enorme para o segurado que dependia do SUS para fazer o exame, o que poderia levar anos, ou então tinha que tirar do seu bolso.
Destacou que, no entanto, a partir do parecer do Ministério Público Federal e da decisão do Tribunal Federal, os médicos peritos podem pedir cada vez menos ou em último caso exames complementares. Desta forma, tudo vai ficar sob a decisão do médico perito. Ele pode não solicitar o documento por uma razão de entendimento próprio e indeferir o benefício, deixando o segurado de mãos amarradas.
O jurista Portella, disse que a OAB tem brigado no judiciário para que o INSS, no caso de atraso ou de documentos não completos, aceite atestados do SUS como verdadeiros e o prazo do atestado como prazo do benefício.