Aumento recorde no preço de venda dos imóveis foi impulsionado pela taxa Selic, avalia empresário
O preço de venda dos imóveis residenciais subiu 0,64% em julho, segundo o Índice FipeZap divulgado na semana passada. É a maior variação mensal desde agosto de 2014. Em junho, os preços avançaram 0,57%.
A alta apurada pelo Índice FipeZap em julho deve ficar abaixo do avanço projetado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a inflação deve ter subido 0,94% no mês passado. No acumulado do ano, os preços dos imóveis residenciais avançaram 2,82%, também abaixo da inflação esperada para o período (4,74%).
Conforme o diretor da Bortolini Imóveis, Ricardo Bortolini, o mercado imobiliário de Passo Fundo segue em alta, principalmente em função da pandemia e dos juros barato para o crédito imobiliário. A pandemia despertou o desejo nas pessoas de procurar um lugar melhor para morar e fez com que as vendas aumentassem.
Na avaliação do diretor esse acréscimo recorde do mês passado, de 0,64%, se deu pelo aumento da taxa básica de juros, a taxa Selic. Muitos viram o mês de julho como a última oportunidade de conseguir financiamento com juros mais baixos e fez com que a venda de imóveis residenciais disparasse. O mercado já anunciou aumento de um ponto percentual na taxa de juros para financiamentos, desse modo o aumento registrado no mês passado foi por esse motivo, na avaliação de Ricardo Bortolini.
De acordo com o diretor da Bortolini Imóveis, o preço dos imóveis não devem baixar por conta disso, pois a demanda é grande. No entanto o empresário acredita que a volatilidade será maior. Ou seja, será mais demorado para comercializar um imóvel.
Ricardo explica que os imóveis que mais subiram de preço foram os terrenos, as casas e depois os apartamentos. A principal procura é por maior conforto, área de lazer e espaço para as famílias.