Demolição do Edifício Gralha depende da sentença final e prédio segue sofrendo com vandalismo
O Edifício Gralha, localizado no bairro Cohab, está sendo alvo de reclamações de vizinhos. O prédio teve problemas estruturais e os moradores precisaram sair há anos, deixando a situação em um impasse judicial com a construtora e a Caixa Econômica Federal. Enquanto a morosidade do processo não termina, o prédio está deserto, mas vândalos e moradores de rua acabam ocupando o local em alguns momentos, especialmente à noite.
Na programação desta sexta-feira (14), a Uirapuru recebeu mensagens de vizinhos do prédio que relataram seguidas situações de risco, sendo a mais recente a de vândalos que colocaram fogo dentro de um dos apartamentos. Há alguns dias os moradores chegaram a contratar segurança para evitar o ingresso destas pessoas, porém, atualmente, portas e janelas já foram roubadas do imóvel.
Em entrevista na Uirapuru, o vereador Saul Spinelli, que é a liderança à frente deste problema desde o início, explicou que o processo está em fase de sentença há quatro anos. Dia 8 de julho deste ano o processo foi para o gabinete do juiz federal Moacyr Baggio, sendo esta a autoridade que dará sentença ao caso. A sentença vai dizer se a Caixa e o Governo do Estado são ou não responsáveis e devedores de indenização.
Spinelli explicou que os moradores fizeram pedido de demolição, mas isso não pode ocorrer até que exista uma sentença. No mês de abril, a Caixa e o governo estadual questionaram os laudos periciais e alegam que o prédio não está condenado. Esse questionamento trouxe novo atraso na decisão final e, por consequência, o atraso na demolição.
Nos próximos dias, como medida de segurança, serão colocadas grades nas portas e janelas do prédio.
Ouça a entrevista com o vereador Saul Spinelli: