VÍDEO: medidas preventivas e articulações emergenciais podem evitar novas catástrofes no RS, alerta geólogo
Com as recentes chuvas intensas que assolaram o Vale do Rio Taquari e outras regiões do Rio Grande do Sul, assim como foi no final de 2023, especialistas alertam para a iminência de novas catástrofes no futuro.
Em entrevista na Uirapuru, o geólogo Luiz Paulo Fragomeni discutiu as implicações desse evento climático e a resposta coordenada das autoridades frente à situação. Fragomeni destacou que as chuvas registradas nos últimos dias na região Sul do Estado estão se deslocando para o Norte, aumentando o risco de temporais, inclusive em Passo Fundo. Diante desse cenário, ele enfatizou a importância da articulação entre os governos municipal, estadual e federal, ressaltando que as respostas até o momento têm sido surpreendentes.
O geólogo mencionou a existência de planos de contingência em algumas regiões, com áreas de exclusão e sistemas de alerta, mas observou que muitos residentes permanecem em suas casas por desconfiança das autoridades. Ele pediu que a população confie sempre nas orientações da Defesa Civil em casos de catástrofes como a atual, seguindo todas as medidas de segurança estabelecidas.
Sobre a situação específica de Passo Fundo, Fragomeni tranquilizou a população, explicando que, devido à sua localização geográfica elevada, é pouco provável que a cidade enfrente inundações tão graves quanto outras áreas ribeirinhas. No entanto, alertou para possíveis alagamentos pontuais em regiões próximas aos rios, ressaltando a necessidade de precaução. Em relação à ajuda durante esse período crítico, Fragomeni incentivou a população a se articular e oferecer suporte de valor. Recomendou consultar a Defesa Civil para determinar as necessidades específicas de assistência. Neste momento, o geólogo ressalta que o foco principal é a segurança das pessoas e a prevenção de perdas humanas. Enfatizou a importância de retirar pessoas de áreas de risco iminente e seguir as orientações das autoridades.
Em meio às preocupações com as mudanças climáticas e eventos extremos mais frequentes, Fragomeni afirma que a colaboração e a prontidão emergencial tornam-se essenciais para mitigar os impactos das enchentes e proteger as comunidades vulneráveis no Rio Grande do Sul.