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Meio Ambiente

Dia da Conservação do Solo: manejo correto garante proteção para seca e na chuva

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Nesta quarta-feira, 15 de abril, é o Dia de Conservação do Solo. A data chama a atenção para os cuidados com o solo, evidenciados em épocas de extremos, como na última tragédia climática que testou os limites não só do campo, mas também do solo das cidades. Sobre este tema a Uirapuru conversou com o geólogo Luiz Paulo Fragomeni. Conforme ele, houve avanços importantes nos últimos anos quando o assunto é conservação do solo, tanto no Brasil quanto no mundo. Ainda assim, o cenário exige atenção constante.

Segundo o geólogo, as questões ambientais evoluíram, mas seguem diretamente ligadas à economia, especialmente na agricultura, onde os custos são elevados e o produtor não pode errar. Nesse contexto, Fragomeni destacou o plantio direto como uma das principais ferramentas utilizadas no país, sendo uma técnica desenvolvida no Brasil e considerada extremamente eficiente para as condições de clima e solo.

Ele explicou que esse método contribuiu significativamente para a redução da erosão, problema que era comum no passado e hoje se tornou mais raro, já que representa prejuízo direto à capacidade produtiva do solo. Outro ponto destacado pelo geólogo é a capacidade de retenção de água. Fragomeni ressalta que a cobertura orgânica ajuda o solo a armazenar mais umidade, algo essencial diante das mudanças climáticas e da ocorrência de eventos extremos. Ele alertou que o agricultor precisa estar preparado tanto para períodos de chuvas intensas quanto para estiagens prolongadas.

Em situações de muita chuva, práticas como o terraceamento e a correta estrutura do solo ajudam a evitar o escoamento excessivo e os danos à lavoura. Já em períodos de seca, a quantidade de matéria orgânica presente no solo faz diferença, permitindo maior retenção de água e garantindo melhores condições para as plantações. Fragomeni destaca ainda que o solo é o maior reservatório de água disponível, reforçando a importância de manejá-lo corretamente. Apesar dos desafios, o geólogo avalia que há motivos para reconhecer os avanços alcançados e reforça a importância de manter e ampliar as práticas de conservação.