Verão aumenta o risco de contato com a lagarta taturana
Nesta época do ano é preciso ter cuidado redobrado ao se aproximar de árvores, pois os seus troncos são os principais hospedeiros das lagartas taturanas. De acordo com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital São Vicente de Paulo, no mês de janeiro, foi notificado um caso de contato com a lagarta, sendo que no ano passado cinco pessoas foram infectadas.
O médico nefrologista, Alaour Duarte, explica que quando a lagarta encosta as suas cerdas na pele da pessoa é injetada uma substância que provoca uma alteração na coagulação do sangue da vítima, ocorrendo o risco de sangramentos e muitas vezes levando a morte, caso a pessoa não procurar um socorro médico. Assim que a lagarta encosta na pele, a pessoa sente uma ardência no local.
Quando infectado por uma lagarta a pessoa deve recolher o inseto e levá-lo para alguém que saiba identificar se realmente trata-se da taturana, pois existem várias lagartas. O médico também alerta que a taturana costuma se camuflar, ficando com a cor do tronco da árvore. Para identificar o tipo de lagarta o ideal é procurar órgãos especializados como Emater e a UPF.
De acordo com o nefrologista, quando a pessoa tiver contato com uma lagarta urticante, deve lavar a região infectada com água corrente e colocar uma pedra de gelo, para aliviar a dor. Também deve procurar atendimento imediatamente devido o risco de hemorragias.